UE sugere mais transparência a Argélia

Uma missão de observadores da União Europeia classificou neste sábado as eleições na Argélia como um passo importante em direção a reformas, mas afirmou que outras medidas poderiam ter sido tomadas para aumentar a transparência e a credibilidade do processo.

AE, Agência Estado

12 Maio 2012 | 20h04

O principal partido governista ficou com quase metade dos assentos do parlamento, levando o jornal independente El Watan a descrever o resultado das eleições como "O Status Quo" em uma grande manchete. A vitória foi recebida com surpresa, após décadas de parlamentos divididos mais uniformemente entre vários partidos.

Uma aliança de partidos islâmicos que esperava ter um forte resultado nas eleições acusou o pleito de ter sido fraudado. A missão da União Europeia disse que as eleições transcorreram em um ambiente de eficiência e tranquilidade, mas não descreveu o pleito como livre e justo.

"As eleições marcam um importante primeiro estágio das reformas", disse a missão em um comunicado. "A missão percebeu um ambiente de tranquilidade geral e ordem durante a votação." O grupo sugeriu, no entanto, que uma série de medidas poderia ser tomada para aumentar a transparência do processo, como a liberação do acesso de partidos políticos ao registro nacional de eleitores.

A missão também requisitou acesso ao cadastro, mas teve o pedido negado pelo Ministério do Interior, que alegou que a informação é confidencial. O chefe da missão, Jose Ignacio Salafranca, lamentou a decisão e descreveu as listas de votação com "elemento essencial" do seu trabalho. "Segundo um acordo que tínhamos com o governo da Argélia, teríamos acesso total a informações - tivemos acesso limitado", disse.

A Frente de Libertação Nacional (FLN), que levou o país à independência da França em 1962 e foi o único partido político do país até 1990, quase dobrou sua presença no parlamento, com 220 dos 462 assentos. Seu partido irmão, a União Nacional Democrática (RND, na sigla em francês), ficou com outros 69 assentos, dando aos partidos pró-governo uma maioria confortável de 62%.

O novo parlamento será encarregado de implementar as reformas políticas do presidente Abdelaziz Bouteflika, que incluem a elaboração de uma nova constituição. As informações são da Associated Press.

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