UE suspende relação comercial com portos marfinenses

Embarcações registradas na União Europeia foram proibidas de se relacionar comercialmente com os principais portos da Costa do Marfim, em linha com sanções impostas após a controversa eleição presidencial realizada no país em novembro, de acordo com um diplomata europeu. Na semana passada, a União Europeia atribuiu sanções sobre o presidente de fato Laurent Gbagbo e 84 de seus associados, bem como a 11 entidades econômicas no país, que é o maior produtor mundial de cacau.

AE, Agência Estado

17 de janeiro de 2011 | 20h52

Além das indústrias, bancos e serviços públicos, estão envolvidos os principais portos de Abidjã e San Pedro, vitais para o comércio e a exportação de cacau. O diplomata afirmou que "as medidas restritivas para as 11 entidades na verdade têm consequências limitantes", referindo-se à proibição de se fazer negócios com qualquer uma das entidades relacionadas, inclusive com os portos. As empresas foram sancionadas por "contribuir com o financiamento do regime ilegítimo de Laurent Gbagbo".

As sanções também pretendem atingir a câmara que gerencia os negócios com cacau e café, além da petroleira nacional, a Petroci. A União Europeia já impôs uma sanção de viagem para Gbagbo, sua esposa e outros 57 marfinenses, no fim de dezembro. Na sexta-feira, foi estendida para um total de 85 pessoas. A União Europeia e as Nações Unidas reconheceram o líder de oposição Alassane Ouattara como presidente eleito, depois da disputa de 28 de novembro. Mas Gbagbo se recusou a deixar o cargo, apesar dos pedidos da comunidade internacional. As informações são da Dow Jones.

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