UE suspende sanções contra 28 entidades líbias

Medida inclui empresas petrolíferas, bancárias e portuárias, par ajudar na recuperação econômica do país

01 Setembro 2011 | 11h59

BRUXELAS - A União Europeia (UE) aprovou nesta quinta-feira a suspensão das sanções impostas a 28 empresas petrolíferas, bancárias e portuárias líbias, com o objetivo de ajudar na recuperação econômica do país.

 

 

Veja também:

TWITTER: Leia e siga nossos enviados à região

OPINE: Onde se esconde Muamar Kadafi?

ESPECIAL: Quatro décadas de ditadura na Líbia

ARQUIVO: ‘Os líbios deveriam chorar’, dizia Kadafi

 

A decisão, aprovada pelos 27 países-membros da UE por procedimento escrito, entrará em vigor nesta quinta-feira com sua publicação no "Diário Oficial da UE" e permitirá o desbloqueio dos bens dessas entidades em território comunitário, indicou o Conselho da União em comunicado.

 

 

O anúncio ocorre pouco antes do início de uma reunião de alto nível do Grupo de Contato sobre a Líbia, em Paris, na qual se discutirá como facilitar a transição política e a reconstrução econômica do país.

 

Ao levantar as sanções, "nosso objetivo é oferecer recursos ao Governo interino e ao povo líbio e ajudar que a economia volte a funcionar", afirmou na nota a alta representante de Política Externa da UE, Catherine Ashton.

 

Ela acrescentou que a União "agiu rapidamente à luz dos eventos" em solo líbio, onde o regime de Muamar Kadafi perdeu nas últimas semanas o controle de Trípoli e amplas áreas do país, de modo que suas forças só se mantêm em algumas cidades da zona litorânea central da Líbia.

 

Ashton ressaltou que esta decisão mostra a determinação da União Europeia de fazer "o máximo possível" em favor do povo líbio e das autoridades interinas durante o processo de transição.

 

A UE seguirá sendo "um parceiro forte e comprometido" com o povo líbio e continuará estudando "todas as medidas possíveis de apoio à Líbia", diz a nota.

 

Após o início das revoltas contra Kadafi, em fevereiro passado, a União Europeia aprovou várias rodadas de sanções econômicas contra diversas empresas vinculadas ao regime, bem como contra os então principais dirigentes líbios.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.