UE tem papel central na reconstrução do Iraque, garante Blair

O primeiro-ministro britânico Tony Blair procurou reduzir as diferenças entre o país com seus parceiros na União Européia em relação à guerra no Iraque. Blair, após reunião entre os líderes europeus, afirmou que a União Européia deve desempenhar papel central na reconstrução do Iraque após a queda de Saddam Hussein. "Seria errado considerar que a Europa não deve ter participação estratégica na reconstrução", disse Blair. "Todos sabem das diferenças", mas não há razão em aprofundá-las", acrescentou. Blair disse que a campanha militar para retirar Saddam Hussein do poder parece ter tido um bom início, mas pediu cautela. "Nossas forças enfrentarão resistência e esta campanha, necessariamente, não atingir todos seus objetivos durante a noite", disse. Apesar da perda de oito britânicos em operação nesta sexta-feira na queda de um helicóptero - o número foi revisado dos 12 mortos informados anteriormente -, Blair disse que a campanha está bem.Ajuda humanitáriaO Executivo Europeu tentará ainda hoje adotar a decisão para liberar U$S 107 milhões, além dos U$S 22,5 milhões, previstos no fundo de reserva de emergência do orçamento da União Européia (UE). O dinheiro é para ser enviado para ajuda humanitária ao povo iraquiano. A reunião urgente é em decorrência da decisão dos quinze líderes europeus sobre a necessidade de medidas urgentes aos iraquianos. Os dirigentes europeus adotaram na quinta-feira uma declaração comum, onde reafirmaram o papel fundamental das Nações Unidas nas relações internacionais, prometeram uma ajuda humanitária ao Iraque e fizeram um apelo ao respeito da "integridade" ao território iraquiano.O texto ressalta a necessidade de que a ONU deva "continuar no centro de gravidade durante e após a crise atual" e faz um apelo aos países da região a "se absterem de qualquer ação" que possa ameaçar a estabilidade. "A UE não deve ser uma vítima da guerra", disse o primeiro-ministro grego, Costas Simitis, na condição de presidente de turno do bloco. E acrescentou: os Quinze "devem se esforçar ao máximo para conseguir uma verdadeira política comum externa, com o objetivo de não deixarem seus interesses sobre a segurança nas mãos de outros países". "O que podemos fazer no momento é nos unir dentro do desejo que a guerra seja curta", com poucas vítimas, falou o presidente da comissão européia, Romano Prodi.Veja o especial :

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