Países da UE vão acolher 40 mil imigrantes de Itália e Grécia, diz comunicado

Os integrantes do bloco não chegaram ainda a um acordo sobre a forma de compartilhar os ilegais, que serão realocados por dois anos

O Estado de S. Paulo

25 de junho de 2015 | 16h26

BRUXELAS - Os líderes da União Europeia devem chegar a um acordo nesta quinta-feira para acolher 40 mil imigrantes requerentes de asilo da Itália e da Grécia para ajudar a enfrentar a crescente crise migratória no Mediterrâneo, mas uma decisão sobre a forma de compartilhar esses imigrantes deve ficar para depois, de acordo com o esboço de uma declaração final de uma cúpula sobre o assunto obtida pela Reuters.

Impressionados com as mortes, somente este ano, de cerca de 2.000 imigrantes que tentam chegar à Europa de barco, líderes da UE prometeram uma resposta de emergência, mas não cotas nacionais para abrigar as pessoas que fogem da guerra e da pobreza na África e no Oriente Médio.

Os governos vão alcançar um acordo para "a realocação durante dois anos para outros Estados membros de 40 mil pessoas da Itália e da Grécia que têm clara necessidade de proteção internacional, um esforço que todos os Estados-membros vão participar", de acordo com o esboço. Países da UE vão participar de forma voluntária.

"Nós não temos um consenso sobre cotas obrigatórias para os imigrantes, mas... isso não pode ser uma desculpa para não fazer nada", disse o presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, na chegada à cúpula. "Solidariedade sem sacrifício é pura hipocrisia."

Os líderes da UE abordaram o assunto durante um jantar na cúpula em Bruxelas com representantes de alguns países do leste e centro europeu, que estão relutantes em assumir refugiados e pedem garantias de que o sistema seja temporário e voluntário. / REUTERS

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