UE vai proibir importação de petróleo da Síria

Governos da União Europeia (UE) concluíram um acordo para proibir as importações de petróleo da Síria, revelaram diplomatas neste domingo, enquanto o presidente Bashar al-Assad se prepara para primeira aparição televisiva em dois meses de protestos violentos.

GABRIELA MELLO, Agência Estado

21 de agosto de 2011 | 15h11

A nova resolução elaborada no fim de semana inclui "medidas restritivas na área de petróleo, notavelmente um embargo às importações de petróleo da Síria", segundo um acordo de embaixadores da UE.

"Ainda não é um acordo concretizado, mas é tão bom como se fosse", disse uma fonte do bloco europeu à France Press. "Os 27 estados encarregaram a UE de preparar a proibição, e na terça-feira nós colocaremos a resolução formal sobre a mesa", disse ele.

A resolução adiciona uma nova categoria de pessoas ou negócios que pode ser sancionada - aqueles que se "beneficiam" do regime de Bashar al-Assad. As sanções anteriores cobriam apenas os que apoiavam um governo acusado de orquestrar uma repressão militar que já deixou mais de 2 mil mortos, disseram ativistas.

Em Londres, o site do Ministério de Relações Exteriores citou o ministro Alistair Burt dizendo à rádio BBC que o Reino Unido preferia sanções "voltadas para aqueles que apoiam o regime", mas que Londres "concordou em considerar" mudanças legais que permitam o embargo.

O governo britânico estava "prevaricando um pouco", disse outro diplomata que citou a pressão de duas gigantes petrolíferas europeias, mas os parceiros da UE podem esperar um sinal verde final permitindo que a proibição seja colocada "em vigor em alguns dias."

Se concretizado, o embargo das importações de petróleo da Síria pela União Europeia se tornará a sanção mais dura já aplicada pelo Ocidente à Damasco. As informações são da Dow Jones.

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