Uganda reclama de declarações de Chávez sobre ditador

Funcionários do governo de Uganda expressaram hoje ultraje com as declarações do presidente da Venezuela. Na sexta-feira, Hugo Chávez se perguntou em voz alta, num discurso, se o ex-ditador de Uganda, Idi Amin Dada (1925-2003), foi tão brutal quanto historiadores dizem. "Nós pensávamos que ele era um canibal. Eu tenho dúvidas. Talvez tenha sido um grande nacionalista, um patriota".

AE-AP, Agencia Estado

22 Novembro 2009 | 18h12

Embora não exista uma cifra exata, estima-se que durante a ditadura de Amin, entre 1971 e 1979, meio milhão de pessoas foram assassinadas em Uganda. Os opositores ao governo de Amin eram torturados e executados.

A porta-voz do partido governista de Uganda, o Movimento Nacional de Resistência, Mary Karoro Okuut, disse que Amin não merece os elogios feitos por Chávez. "Qualquer um que diga que Amin era bom, existe algo de ruim com essa pessoa. Amin era brutal, matou muitos ugandenses e forçou milhares ao exílio. Existe algo de mal com alguém que elogia a Amin", ela disse.

Tamale Mirundi, secretário do presidente de Uganda, Yoweri Museveni, lembrou o histórico de torturas e assassinatos de Amin, que incluíram uma das esposas do ex-ditador."Se você se casa com uma mulher e depois a mata, então você não merece ser chamado de um bom marido", disse.

"Isso é o que fez Amin. Algumas das suas ideias podem ter sido boas para Uganda, mas a maneira como ele as implementou foi desesperadora. A maneira como matou um número grande de ugandenses impede que ele seja qualificado de nacionalista", disse Mirundi.

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