Ulemás pedem fim da violência por charges de Maomé

Enquanto novos distúrbios fizeram mais duas mortes, o Conselho dos Ulemás do Afeganistão, principal organização islâmica do país, apelou aos afegãos no sentido de que encerrem a onda de violência causada pelas polêmicas charges de Maomé. O Conselho dos Ulemás do Afeganistão pediu o fim da violência, ao mesmo tempo em que condenou as caricaturas de Maomé, consideradas ofensivas pela comunidade islâmica. Seus membros afirmaram que o Islã permite as manifestações, mas não que resultem em atos violentos.O pedido foi feito através de mensagens transmitidas por rádio e televisão. O Afeganistão voltou a viver protestos violentos nesta quarta-feira, desta vez em frente a uma base americana na localidade de Qalat, na província de Zabul, sul do país.Segundo fontes médicas da cidade, quatro manifestantes morreram por disparos de arma de fogo, quando a polícia respondeu ao ataque de centenas de pessoas que atiravam pedras contra a base americana.Com o incidente desta quarta-feira chega a onze o número de mortos nos últimos três dias de protestos no Afeganistão, a maioria vítima de disparos de agentes de segurança afegãos e tropas estrangeiras que tentavam responder aos ataques. Outras duas pessoas morreram em incidentes parecidos no Líbano e na Somália.Jornal australiano insiste nas chargesO "Rockhampton Morning Bulletin", um pequeno jornal de Queensland, na Austrália publicou nesta quarta-feira as polêmicas charges de Maomé, seguindo os passos de outra publicação do mesmo Estado, "The Courier Mail".O editor do jornal, Steve Etwell, disse em entrevista à rádio "ABC" que decidiu publicar uma das 12 caricaturas porque "existe um interesse e seríamos tolos se ignorássemos o fato".Após a publicação de uma das charges pelo "The Courier Mail", os editores de vários jornais australianos disseram na segunda-feira que não as publicariam para não provocar mais violência.

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