Leo La Valle/Arquivo/Efe
Leo La Valle/Arquivo/Efe

Último ditador argentino é condenado à prisão perpétua

Justiça condenou Reynaldo Bignone por crimes contra a humanidade cometidos em centro de detenção clandestino

Efe,

12 de março de 2013 | 16h52

BUENOS AIRES - A justiça argentina condenou nesta terça-feira, 12, à prisão perpétua Reynaldo Bignone, último presidente da ditadura militar do país (1982-1983), por crimes contra a humanidade cometidos no centro de detenção clandestino de Campo de Maio, perto de Buenos Aires.

As penas impostas pelo tribunal federal de San Martín correspondem aos crimes cometidos contra 23 pessoas, entre elas sete mulheres grávidas, nas instalações de Campo de Maio durante a última ditadura argentina. As mulheres tiveram seus filhos da prisão e continuam desaparecidas.

Também foram condenados com a pena máxima o ex-comandante militar Santiago Omar Riveros e os agentes repressores Luis Sadi, Eduardo Corrado e Carlos Tomás Macedra.

O ex-oficial de inteligência Carlos del Señor Hidalgo Garzón foi condenado a 15 anos de prisão e sua esposa, María Francisca Morillo, a 12, pela apropriação de Laura Catalina de Sanctis Ovando - que teve a identidade recuperada em 2008.

As sentenças foram recebidas com aplausos por familiares de desaparecidos e ativistas de direitos humanos que estavam presentes no tribunal.

 

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