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Último fugitivo do ataque ao metrô de Tóquio é preso

Captura de Katsuya Takahashi encerrou caça da polícia aos membros da seita religiosa que espalhou pânico pela capital japonesa

AE, Agência Estado

15 de junho de 2012 | 09h58

TÓQUIO - A polícia japonesa deteve nesta sexta-feira, 15, Katsuya Takahashi, o último fugitivo ligado ao ataque com gás sarin no metrô de Tóquio em 1995 que matou 13 pessoas e deixou milhares intoxicadas. A captura de Takahashi encerra a caça da polícia aos membros da seita religiosa que promoveram o ataque que espalhou pânico pela capital japonesa.

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A polícia chegou a um café temático no sul de Tóquio nesta sexta-feira após receber informações de que um homem com as características de Takahashi estava no local, informou um porta-voz.

"Às 9h40, os detetives pediram a ele que fosse voluntariamente até uma delegacia de polícia próxima", afirmou o porta-voz, acrescentando que posteriormente os policiais "detiveram o senhor Takahashi depois que suas digitais confirmaram sua identidade".

Segundo a agência de notícias Jiji Press, Takahashi, de 54 anos, já havia sido detido sob suspeita de assassinato e outros crimes. Ele disse aos interrogadores que agiu "sob as ordens das principais autoridades da seita".

Uma ação de busca foi iniciada em Tóquio e nas proximidades desde a prisão, menos de duas semanas atrás, de Naoko Kikuchi, 40 anos, ex-integrante da seita Verdade Suprema.

Kikuchi e Takahashi ficaram foragidos por mais de 17 anos após o ataque com gás no metrô da capital japonesa. Apesar dos pôsteres com as fotografias de Takahashi, Kikuchi e de outro fugitivo, Makoto Hirata, em cada estação de trem do Japão, levou anos até que eles fossem detidos.

Hirata, de 47 anos, se entregou a uma delegacia de polícia de Tóquio minutos antes da meia noite do dia 31 de dezembro do ano passado. Ele é suspeito de participar do planejamento, sequestro e confinamento do irmão de um seguidor que deixou a seita em fevereiro de 1995, um mês antes do ataque ao metrô.

No dia 3 de junho, a polícia deteve Kikuchi, acusada de envolvimento na produção do gás sarin. Investigações policiais mostraram que até recentemente ela mantinha contato próximo com Takahashi e que morou na cidade de Kawasaki, ao sul de Tóquio.

Asahara, o guru parcialmente cego da seita que pregava uma mistura de budismo e hinduísmo com mensagem apocalípticas, ficou obcecado pelo gás sarin e acreditava que seus inimigos usariam a substância para atacá-lo.

Ele foi detido numa comunidade perto do monte Fuji dois meses após o ataque e sentenciado à morte por enforcamento, após ter sido condenado por várias mortes. Ele permanece no corredor da morte, juntamente com outros 12 membros da seita.

As informações são da Dow Jones.

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