Último herdeiro da coroa albanesa morre aos 72 anos

Leka Zog, cujo pai foi o rei da Albânia Zog I até que o país foi ocupado pela Itália na era fascista em 1939, e que voltou duas vezes ao país natal para reclamar sem sucesso sua coroa, morreu nesta quarta-feira aos 72 anos no Hospital Madre Teresa em Tirana. A informação partiu de Julinda Kamberi, a porta-voz da família Zog Murat. Kamberi disse que Zog, último herdeiro da extinta coroa albanesa, morreu de ataque cardíaco.

AE, Agência Estado

30 de novembro de 2011 | 14h51

O pai de Leka Zog, Ahmet Zog, ou rei Zog I, governou a Albânia quando o país foi uma monarquia entre 1928 e 1939. Leka Zog nasceu em 1939, alguns dias antes de Benito Mussolini invadir a Albânia. O rei Zog I fugiu com o príncipe herdeiro e a família para Paris e depois Londres, onde Zog passou parte da sua vida. Em 1946, com a expulsão dos italianos, o regime comunista foi declarado por Enver Hodja na Albânia e a família real continuou banida.

Após a queda do regime comunista albanês em 1990, Leka Zog fez duas tentativas desastradas de voltar à Albânia - ele foi deportado em 1993 e em 1997 foi acusado de tentar liderar uma rebelião no exército. Após viver na África do Sul, ele finalmente conseguiu voltar à Albânia em 2002, onde viveu tranquilamente com sua mulher australiana e seu filho. Leka Zog não reclamou mais a monarquia albanesa, extinta em 1946.

As informações são da Associated Press.

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