Último linha-dura da Alemanha Oriental recebe condicional

Egon Krenz, último líder linha-dura da Alemanha comunista e que ficou apenas sete semanas no poder, recebeu liberdade condicional depois de quase quatro anos preso pela morte de alemães orientais que tentavam fugir para o ocidente. Krenz começou a cumprir uma sentença de seis anos e seis meses - num regime que lhe permitia deixar a prisão para trabalhar - em janeiro de 2000. Ele foi considerado parcialmente culpado por mortes no Muro de Berlim e outros postos de fronteira da antiga Alemanha Oriental.Egon Krenz sempre sustentou que sua condenação é ilegal, pois impedir fugas para o ocidente não era crime na Alemanha comunista. O argumento foi rejeitado pela Corte Européia de Direitos Humanos.Sob o regime comunista, Krenz serviu em uma série de altos postos da burocracia entre 1973 e pouco depois da queda do Muro de Berlim, em novembro de 1989. Ele ficou apenas 49 dias no comando do país, depois que manifestações de rua forçaram a saída de Erich Honecker. O governo comunista ortodoxo de Krenz foi então substituído pela administração transitória de Hans Modrow, que governou até as eleições de 1990.

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