REUTERS/Ammar Awad
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Ultranacionalista, ministro da defesa de Israel se demite e pede eleição para substituir Netanyahu

Avigdor Lieberman afirmou que o cessar-fogo concluído indiretamente com os grupos palestinos na véspera para interromper violência na Faixa de Gaza é uma 'capitulação ao terrorismo' e defendeu que o país troque antecipadamente de governo

O Estado de S.Paulo

14 de novembro de 2018 | 09h35

TEL-AVIV - O ministro israelense da Defesa, Avigdor Lieberman, anunciou nesta quarta-feira, 14, sua demissão do governo do primeiro-ministro, Binyamin Netanyahu, um dia depois de um acordo concluído indiretamente com os grupos palestinos para um cessar-fogo na Faixa de Gaza.

O ministro ultranacionalista denunciou à imprensa o cessar-fogo como uma "capitulação ao terrorismo". "O Estado compra tranquilidade a curto prazo ao custo de graves danos a longo prazo para a segurança nacional", disse Lieberman, que também pediu eleições antecipadas.

"Deveríamos acertar uma data para eleições o mais rapidamente possível", afirmou, após criticar a trégua defendida por Netanyahu.

"Em períodos de urgência, o público nem sempre sabe por que são tomadas decisões essenciais para a segurança do país, e estas decisões devem permanecer secretas para o inimigo", afirmou.

"Nossos inimigos nos suplicaram para aceitar este cessar-fogo e sabem muito bem por que fizeram isso", acrescentou Lieberman.

Ele também criticou a decisão do governo de permitir a transferência de dólares do Catar para a Faixa de Gaza, principalmente para pagar os salários dos funcionários do movimento islamista palestino Hamas.

O Hamas comemorou a saída de Lieberman como "uma vitória". / AFP e EFE

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