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Ultraortodoxos definirão futuro da direita israelense

Prioridade política dos partidos religiosos sempre foi manter as verbas e os privilégios das escolas rabínicas

Helio Gurovitz, O Estado de S.Paulo

02 de junho de 2019 | 05h00

A dissolução do Knesset, o Parlamento israelense, expôs o racha na direita local e a relevância política crescente dos ultraortodoxos. Privilegiados desde a fundação de Israel com a prerrogativa de driblar o serviço militar, foram o pretexto do ex-ministro Avigdor Liberman para romper com o premiê Bibi Netanyahu e forçar novas eleições.

O partido de Liberman apoia a ocupação da Cisjordânia, é contra o Estado palestino e está à direita de Bibi no espectro político. Sua base eleitoral são os russos que migraram para Israel com o colapso da União Soviética. Têm ojeriza à esquerda e relação tênue com a religião. Os ultraortodoxos apoiam as mesmas políticas em relação à ocupação e aos palestinos. Mas sua prioridade política sempre foi manter as verbas e os privilégios das escolas rabínicas.

Liberman saiu da eleição com 5 cadeiras no Knesset. Os ultraortodoxos, com 16. A imigração russa terminou faz tempo. O eleitorado ultraortodoxo, o mais confiável e uniforme da direita, não para de crescer. Em 2016, representava 11% da população. Em 2039, serão 19%, segundo as projeções demográficas. Em 2059, 27%. 

Louvre se recusa a exibir Leonardo de US$ 450 milhões

Na exposição em homenagem aos 500 anos da morte de Leonardo da Vinci, o Louvre, em Paris, recusou-se a incluir o Salvator Mundi, quadro que atingiu o recorde de US$ 450 milhões num leilão em 2017. Apesar das evidências apresentadas para autenticá-lo antes do leilão, os curadores não estão convencidos de que a obra seja um Leonardo autêntico. Se exibida, seria identificada como “do ateliê” dele – e seu valor de mercado desabaria.

 

Arca de Noé processa seguradoras por danos da chuva

Cinco seguradoras, entre elas a suíça Allied Assurance Holdings, enfrentam um processo insólito dos donos da réplica da Arca de Noé, inaugurada em 2016, na remota Williamstown, no Kentucky. Eles exigem indenização por danos de US$ 1 milhão, atribuídos a chuvas torrenciais, em 2017 e 2018. Embora a arca, construída segundo as instruções da Bíblia, tenha resistido ao dilúvio praticamente intacta, um deslizamento destruiu a estrada até ela.

 

Aplicativo mistura inteligência artificial e astrologia

O aplicativo de astrologia Co-Star, com mais de 3 milhões de usuários registrados, virou febre entre hipsters nova-iorquinos e levantou mais de US$ 5 milhões em capital de risco. Fornece um horóscopo que se diz vitaminado pela inteligência artificial, com notificações personalizadas ao longo do dia, relacionadas à localização, aos contatos e à rotina do usuário. É gratuito, mas cobra certos serviços.

 

Ian Kershaw lança história da Europa no pós-guerra

Em The Global Age (A era global), nono e último volume da coleção da Penguin dedicada à história da Europa, Ian Kershaw, biógrafo de Hitler, narra o período entre 1950 e 2017. Unidos pelo trauma do nazismo e pela resistência ao comunismo, os líderes ocidentais, inspirados no projeto de conservadores como Konrad Adenauer, Jean Monnet e Robert Schuman, dedicaram quatro décadas à integração continental, à democracia e ao livre mercado. Na última década, a obra foi posta em xeque pela geração que não viveu a 2.ª Guerra e, sugere a narrativa de Kershaw, poderá ser desfeita por aquela que não viveu a Guerra Fria.

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