Ryan M. Kelly/The Daily Progress via AP - 12/08/17
Ryan M. Kelly/The Daily Progress via AP - 12/08/17

Um ano após atentado em Charlottesville, Trump condena 'todo o tipo de racismo'

Às vésperas do primeiro ano do atentado conduzido por supremacista branco, que matou uma pessoa e deixou outras 19 feridas, presidente diz ser contra 'todos os tipos de atos de violência'

O Estado de S.Paulo

12 Agosto 2018 | 03h13

WASHINGTON - Um ano após o ataque com automóvel conduzido por um supremacista branco contra manifestantes em Charlottesville, o presidente Donald Trump disse que condena "todo tipo de racismo". O atentado matou uma mulher e deixou 19 feridos. À época, Trump disse que havia "muito ódio e violência" em "ambos os lados", mensagem fortemente criticada por aliados e opositores.

"Os distúrbios em Charlottesville do ano passado causaram mortes insensatas e divisão", escreveu Trump, em rede social, na véspera do ataque, ocorrido durante um ato de grupos de supremacistas brancos e neonazistas no Estado de Virgínia. "Nós devemos nos unir como nação. Eu condeno todos os tipos de racismo e atos de violência. Paz a todos os americanos", completou Trump.

 

Neste domingo, 12, a organização de extrema-direita americana "Unir a Direita" convocou um novo ato nos arredores da Casa Branca. Um grupo de manifestantes contrários à marcha estarão na Praça Lafayette, nas proximidades da residência presidencial. A Polícia de Washington está em alerta e afirmou que irá trabalhar para evitar que os dois grupos se encontrem.

 

​Relembre o caso

Em agosto do ano passado, a Unir a Direita obteve autorização para conduzir uma marcha em Charlottesville, na Virginia, em protesto contra um projeto municipal que previa a retirada da estátua do general confederado Robert E. Lee. A manifestação começou no dia 11 e envolveu simpatizantes neonazistas e supremacistas brancos. 

No dia seguinte, o ato continuou pela cidade e encontrou manifestantes contrários à marcha, favoráveis à política de retirada da estátua e membros do movimento Black Lives Matters. O confronto entre os dois lados se tornou violento e culminou em um atentado no qual um supremacista branco atropelou dezenas de pessoas que protestavam contra a marcha conservadora. Uma mulher morreu e 19 pessoas ficaram feridas.  

 

Um dia depois do ataque, o presidente Donald Trump afirmou que havia "culpa de ambos os lados" pela violência em Charlottesville e que, apesar do atentado, "havia muita gente boa nos dois grupos". A declaração gerou fortes críticas ao governo, acusado de estabelecer uma equivalência moral entre neonazistas e manifestantes contrários ao racismo. 

A Casa Branca também foi criticada por não condenar imediatamente os supremacistas brancos pelo atentado, algo que fez somente após a repercussão negativa da declaração de Trump. //AFP

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