Vladimir Chicas/EFE
Vladimir Chicas/EFE

Um carpinteiro salvadorenho protege sua filha do coronavírus com uma escrivaninha peculiar

Allison López tem espaço reservado em sala de aula com 11 colegas

Redação, O Estado de S.Paulo

27 de abril de 2021 | 20h00

SAN SALVADOR - O carpinteiro salvadorenho William López tomou a iniciativa de projetar e fabricar uma peculiar mesa de madeira personalizada para proteger sua filha de seis anos do coronavírus na escola.

Em uma das salas de aula da escola pública San José Cortéz, localizada no município central de Ciudad Delgado, Allison López, de 6 anos, tem um espaço reservado para sua carteira especial, que lhe permite se distanciar dos 11 colegas com quem tem aulas.

O carpinteiro disse à agência Efe que demorou cerca de sete horas para construir a mesa, feita de madeira de conacaste e cortez branco, e à qual incorporou um vidro de três milímetros de espessura. O custo de fabricação da escrivaninha foi de aproximadamente US$ 115 (R$ 625), disse López.

"É para protegê-la do vírus, que é bastante contagioso", explicou López, lembrando que também deu à filha álcool em gel, máscara e protetor facial.

A ideia, segundo o salvadorenho, foi tirada de uma foto em que se vê um grupo de crianças chinesas em uma sala de aula, cada uma em um cubículo especial.

Para López, “seria bom se o país implementasse a mesma fórmula para que os alunos, principalmente os mais pequenos, estivessem protegidos, porque quando estão nas aulas eles vêm para conversar”.

No dia 6 de abril, os alunos das escolas públicas do país voltaram às salas de aula em regime de revezamento, embora o retorno não fosse obrigatório.

El Salvador registrou até o momento 68.318 infecções e 2.098 mortes por covid-19. /EFE

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