Um casamento da pesada na família real dinamarquesa

Como qualquer sangue azul moderno, o príncipe herdeiro da Dinamarca Frederik quer algo especial para seu casamento, em maio, com a plebéia australiana Mary Donaldson. Assim, o futuro rei dinamarquês, de 35 anos, está complementando o programa tradicional de música formal e toques de clarim, da pompa real, com a música de que ele gosta: muito hard rock, pop e hip-hop.O camareiro-mór Per Thornit, chefe da corte de Frederik, anunciou hoje que o príncipe sugeriu três horas de concerto de rock, no estádio nacional de Copenhague, uma semana antes das bodas, dia 14 de maio.?A idéia foi ter um conceito diferente dos eventos oficiais da semana seguinte?, Thornit disse sobre o concerto do dia 7 de maio.O apresentador de rádio Alex Nyborg Madsen não está surpreso. Ele já teve Frederik num show, em 1995, tocando gravações dos Beatles, do Oasis, de grupos americanos como Porno for Pyros e Niggers With Attitude, e bandas de hard roch dinamarquesas, como Dizzy Miss Lizzy e D.A.D.?Seu gosto musical é bastante antiestablishment?, diz Nyborg Madsen sobre Frederik, cujo futuro papel como chefe de uma das mais antigas monarquias européias parece a definição de ?establishment?. Mas, segundo Nyborg Madsen, o príncipe ganhará o apoio dos jovens dinamarqueses, ?por mostrar o outro lado de si?.Não haverá, entretanto, falta da tradicional pompa e cerimônia nas núpcias de Frederik com Mary Donaldson, de 31 anos, a futura rainha da Dinamarca que ele conheceu durante as Olimpíadas de 2000, incluindo uma série de banquetes oficiais. Depois da cerimônia, o casal atravessará a capital numa carruagem puxada a cavalos até o Castelo de Amalienborg, onde vive a família real, e então aparecerão para o povo no balcão do castelo.Mas antes de toda a formalidade, Frederik e sua noiva e mais amigos planejam juntar-se a cerca de 40.000 pessoa em uma celebração muito mais sonora, com mais de 12 artistas e meia dúzia de bandas, informa Leif Skov, coordenador do programa musical. O programa inclui artistas estrangeiros e dinamarqueses. Mas, segundo Skov, é muito cedo para divulgar a lista.

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