Um caso de antraz é confirmado fora dos EUA

Um pó branco encontrado num pacote enviado de Atlanta, nos Estados Unidos, a um médico queniano continha esporos de antraz, confirmaram hoje as autoridades sanitárias do Quênia. É o primeiro caso comprovado da bactéria identificado fora do território americano desde que na semana passada a onda de pânico sobre a doença se espalhou por dezenas de países. O embrulho foi enviado três dias antes dos atentados em Nova York e Washington por um parente do médico, informou o alto funcionário Julius Meme, do Ministério da Saúde queniano. Os quatro membros da família do médico estão sob tratamento. O remetente disse ao parentes que não enviou nenhuma substância no pacote. Casos suspeitos O ministério acrescentou que um pó parecido foi identificado em duas cartas procedentes do Paquistão, uma enviada a um funcionário da ONU em Nairóbi, a capital do país, e outra a um empresário na cidade central de Nyeri. Esses casos ainda estão sendo analisados. Em 1998, as embaixadas dos EUA no Quênia e na Tanzânia foram alvo de atentados terroristas que mataram 224 pessoas e feriram mais de 5 mil. Os EUA acusaram o saudita Osama bin Laden de ter planejado os ataques. Dezenas de militantes de grupos islâmicos estão sendo investigados nesses países. Trotes Centenas de denúncias sobre antraz - boa parte resultado de trotes - continuam sendo feitas em todo o mundo. Na França, pelo menos 19 pessoas foram hospitalizadas depois que se detectou pó suspeito na Assembléia Nacional, em Paris, e na sede dos correios em Nancy. O Consulado dos EUA em Berlim e o correio principal de Jerusalém, em Israel, foram esvaziados após a identificação de cartas suspeitas. Na Grécia, o Ministério da Saúde, foi fechado depois que recebeu uma correspondência com ameaças de morte e um "estranho pó". Funcionários do setor de saúde de Pequim estavam atendendo hoje várias pessoas que entraram em contato com substâncias achadas numa carta enviada a uma empresa americana com sede na cidade, informou a chancelaria chinesa. As autoridades disseram que a carta continha informações sobre o proscrito movimento espiritual Falun Gong. Leia o especial

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