Um chanceler pianista, fã de jazz, Nietzsche e Zizek

O ministro Antonio de Aguiar Patriota é formado em filosofia, tem dois filhos e é casado com Tania Cooper Patriota, representante do Fundo de População das Nações Unidas (FNUAP) na Colômbia e na Venezuela. Desenhista e pianista, fã de jazz, o chanceler aceitou, antes de encerrar a entrevista, responder a cinco perguntas curtas.

, O Estado de S.Paulo

17 de julho de 2011 | 00h00

Um pianista de jazz?

Brad Mehldau.

Um filósofo?

Friedrich Nietzsche.

Um filósofo do momento?

Slavoj Zizek (se diverte com as performances dele).

Um grande acerto diplomático?

Acabei de ir a Buenos Aires para celebrar os 20 anos da Agência Brasileiro-Argentina de Contabilidade e Controle (Abacc). É um acerto diplomático extraordinário. Estava lá o diretor-geral da AIEA dizendo que (a agência) é um exemplo para o mundo. Ela sedimentou a base de um entendimento com a Argentina que consolidou a relação que temos e nosso projeto de integração sul-americana.

Um grande erro diplomático?

A invasão do Iraque. Mais que diplomático, foi um grande erro de política externa, porque, de diplomacia (a ação dos EUA), não teve nada. Teve implicações sistêmicas muito problemáticas, porque passou por cima do Conselho de Segurança. A questão do Irã, em grande medida, tem a ver com isso. Uma das coisas que a invasão do Iraque mais fez foi fortalecer o Irã em um contexto regional delicado.

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