Um dia antes do Nobel, 'Prêmio Confúcio da Paz' é ridicularizado

O "Prêmio Confúcio de Paz" pretendia ser uma resposta da China ao Prêmio Nobel da Paz, que será entregue ao dissidente preso Liu Xiaobo nesta sexta-feira, mas o vencedor nem sequer compareceu.

MICHAEL MARTINA, REUTERS

09 de dezembro de 2010 | 10h16

Em seu lugar, uma menina com olhar assustado, que os organizadores não conseguiram identificar, foi receber a pilha de dinheiro correspondente aos 15 mil dólares em prêmio. Ela buscou o prêmio no lugar do ex-vice-presidente do Taiwan, Lien Chan

Lien foi homenageado por seus esforços em melhorar as relações entre China e Taiwan, uma ilha independente que o governo chinês reivindica como parte do país. Ele derrotou outros cinco indicados, incluindo os vencedores do Prêmio Nobel da Paz Mahmoud Abbas e Nelson Mandela.

Lein, atual presidente honorário do governista Partido Nacionalista (ou KMT), de Taiwan, não fez comentários publicamente sobre o prêmio.

Segundo Lai Shin-yuan, a presidente do Conselho de Assuntos Domésticos de Taiwan, o governo da ilha achou o prêmio "cômico".

"Pelo que sabemos, é um prêmio não-oficial. Não pretendemos divulgar um comentário sobre isso", disse ela a advogados taiwaneses. "Mas achamos isso cômico."

O fato de o prêmio ser entregue um dia antes do Nobel da Paz não é coincidência.

O dissidente Liu será homenageado em Oslo nesta sexta-feira, em um evento que provocou uma forte reação do governo chinês que o considera subversivo e um criminoso. Liu não irá receber o prêmio porque cumpre pena de 11 anos de prisão por seu envolvimento em um manifesto pró-democracia. Sua esposa e outros colaboradores também foram colocados em prisão domiciliar.

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