'Um dia todos conhecerão meu nome', disse copiloto para ex-namorada

'Um dia todos conhecerão meu nome', disse copiloto para ex-namorada

Andres Lubitz teria dito para a comissária com quem mantinha um relacionamento que "mudaria todo o sistema"; segundo a jovem, o sonho dele era ser piloto da companhia aérea Lufthansa

O Estado de S. Paulo

28 Março 2015 | 10h52

Suspeito de derrubar o avião da Germanwings propositalmente, Andres Lubitz afirmou para sua ex-namorada que, um dia, "todo o mundo conheceria seu nome".

Em entrevista ao jornal alemão Bild, Maria W., 26 anos, apresentada como a ex-namorada de Lubitz, disse que se lembrou da frase assim que soube do acidente. "Um dia vou fazer algo que vai mudar todo o sistema, e todo mundo conhecerá meu nome". O copiloto é apontado como responsável pela queda no avião da companhia alemã na última quinta-feira que matou 150 pessoas.

" SRC="/CMS/ICONS/MM.PNG" STYLE="FLOAT: LEFT; MARGIN: 10PX 10PX 10PX 0PX;

"Eu não sabia o que ele queria dizer com isso na época, mas agora é óbvio", disse ela. Maria conta ainda que o ex-companheiro poderia ter se dado conta que seus objetivos estavam ameaçados pelo diagnóstico dos problemas psiquiátricos. "Se Lubitz fez isso é porque ele percebeu que, devido a seus problemas de saúde, o seu sonho de trabalhar em Lufthansa, como o comandante e piloto de longo curso, era praticamente impossível".

O relacionamento do copiloto com a comissária de bordo terminou no ano passado. Maria explica que o quadro de Lubitz ficava cada vez mais evidente, mas que ele não costumava falar do assunto. "Ele era capaz de esconder os outros o que realmente aconteceu", conta. Durante conversas sobre trabalho, ele se mostrava nervoso e irritado. "Nós sempre conversamos muito sobre o trabalho e, em seguida, ele se tornou uma pessoa diferente. Ele tornou-se preocupado com as condições sob as quais trabalhávamos: muito pouco dinheiro, medo de perder o contrato, muita pressão".

Procurada por diversos veículos para comentar a declaração da jovem, a Lufthansa não se posicionou. /AFP e Reuters

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.