Reprodução/Twitter Luisa Porritt
Reprodução/Twitter Luisa Porritt

Um galã do cinema contra Boris Johnson

Hugh Grant faz papel de 2003 e vai de porta em porta pedir voto para oposição britânica

Redação, O Estado de S.Paulo

05 de dezembro de 2019 | 10h00

Hugh Grant, o galã mais conhecido do Reino Unido, decidiu mergulhar na campanha eleitoral britânica. O ator, que fez fama em comédias românticas, decidiu bater de porta em porta para pedir votos contra candidatos do Partido Conservador, do primeiro-ministro Boris Johnson

Os fãs suspiraram. No papel de premiê britânico, no filme O Amor Acontece, de 2003, ele fez exatamente a mesma coisa: correu de casa em casa pedindo votos até conhecer Natalie, personagem de Martine McCutcheon, que faz seu par romântico.

Grant se diz convencido de que Johnson pretende deixar a União Europeia sem um acordo comercial, o que seria “catastrófico”, segundo o ator de 59 anos. Por isso, ele decidiu fazer campanha tanto para candidatos trabalhistas quanto para liberal-democratas que sejam contra o Brexit.

A imagem do galã, no entanto, passou a ser disputada a tapa e causou as primeiras divisões entre os opositores de Johnson. Nesta quarta-feira, 4, Grant acusou o Partido Liberal-Democrata de tentar monopolizar seu apoio. 

A discórdia começou quando ele foi fotografado fazendo campanha para Luciana Berger, ex-deputada conservadora que está concorrendo a uma vaga no Parlamento pelos liberal-democratas. Na tentativa de capitalizar o apoio, o partido tuitou que foi “ótimo ver Hugh Grant apoiando @lucianaberger” e acrescentou: “Somente os liberal-democratas podem roubar cadeiras dos conservadores – e juntos podemos parar Boris e o Brexit”. 

O galã não gostou. Grant criticou a parte da mensagem que dizia que apenas os liberal-democratas poderiam derrotar os conservadores. “O segundo parágrafo não é verdadeiro”, disse o ator, que explicou que apoia um “voto tático” contra o atual governo de Johnson. Em seguida, o Partido Liberal-Democrata apagou a mensagem original. 

A saia-justa ocorreu após uma série de acusações de “fake news” envolvendo o partido e material de campanha enganoso. Na semana passada, os liberal-democratas foram criticados pela Sociedade de Editores por produzir anúncios políticos imitando jornais independentes. 

“É irônico o quão frequentemente políticos que reclamam de fake news distorcem as informações para os leitores – neste caso eleitores – ao incluir mensagens parciais em jornais independentes”, disse Ian Murray, diretor executivo da organização.

Em alguns casos, candidatos usaram os resultados das eleições europeias, nas quais o Partido Liberal-Democrata ficou em segundo lugar, como prova de que os liberal-democratas têm mais chances de derrotar os conservadores. / AFP

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