Um líder hábil em aferrar-se ao poder

Ali Abdullah Saleh tornou-se presidente do Iêmen do Norte em 1978, em meio a uma guerra civil que já durava duas décadas. Seus dois antecessores foram assassinados. Ele soube habilmente construir alianças tribais para continuar no poder. Em 1990, com o colapso do comunismo, comandou a unificação com o Iêmen do Sul, que estava sob influência soviética. Saleh abrigou os mujahedin egressos da guerra do Afeganistão e os enviou para debelar várias revoltas no sul do Iêmen.

O Estado de S.Paulo

24 de novembro de 2011 | 03h07

Após os atentados do 11 de Setembro, aproximou-se dos EUA e assumiu o compromisso de apoiar a luta contra o terrorismo. A afiliada do grupo de Osama bin Laden, a Al-Qaeda na Península Arábica, atua no Iêmen. Com o início dos protestos no país, em fevereiro, Saleh aceitou o acordo proposto pelo Conselho de Cooperação do Golfo (CCG) para deixar o poder, mas voltou atrás em três ocasiões. Em junho, Saleh foi alvo de um ataque de milícias tribais contra seu palácio que quase o matou. Ele passou três meses internado num hospital na Arábia Saudita para se recuperar das queimaduras e ferimentos. Retornou ao país em setembro e negociou o acordo para afastar-se. / NYT

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