Um mês após morte de Bin Laden, popularidade de Obama volta a cair

Presidente democrata, contudo, lidera a preferência dos eleitores contra candidatos republicanos

Alessandra Corrêa, BBC

07 de junho de 2011 | 16h21

Obama na Casa Branca em coletiva com a chanceler alemã: popularidade vai mal

 

WASHINGTON - Uma pesquisa de opinião divulgada nesta terça-feira, 7, pelo jornal The Washington Post e pela rede de TV americana ABC aponta que, após registrarem alta logo depois do anúncio da morte de Osama bin Laden, em maio, os índices de aprovação do presidente americano Barack Obama voltaram a cair.

Segundo a pesquisa, 47% dos entrevistados aprovam o trabalho de Obama à frente do governo, mesmo índice de abril e nove pontos percentuais abaixo dos 56% registrados em maio. Outros 49% dizem não aprovar o desempenho do presidente.

Os resultados, segundo analistas, são reflexo do fraco desempenho econômico dos Estados Unidos, que enfrenta déficit recorde, dívida no limite e altas taxas de desemprego. A pesquisa, feita por telefone com 1.002 pessoas, foi realizada entre os dias 2 e 5 de junho, período no qual novos dados sobre o mercado de trabalho americano mostraram forte queda na geração de novas vagas e um aumento da taxa de desemprego, para 9,1%.

Vai mal

 

O levantamento mostra que 89% dos americanos acreditam que a economia do país vai mal, e 57% afirmam que, considerada a sua experiência pessoal, a economia ainda não começou a se recuperar da recessão - oficialmente encerrada em junho de 2009, após 18 meses.

Entre os poucos que dizem que a economia está em recuperação, a maioria, 81%, afirma que o ritmo é lento. Quando questionados sobre a maneira como Obama conduz a economia, 59% dizem desaprovar a performance do presidente.

Segundo a pesquisa, 66% dos americanos acreditam que o país está no caminho errado, e 69% dizem estar insatisfeitos ou com raiva da maneira como o governo federal está funcionando.

Intenções de voto

 

Apesar da insatisfação com a economia, 55% dos entrevistados dizem considerar Obama um líder forte, e 49% afirmam que ele entende os problemas das pessoas comuns e compartilha dos mesmos valores.

 

A pesquisa também mediu as intenções de voto para as eleições presidenciais, marcadas para novembro do ano que vem. Obama lidera a preferência dos eleitores contra cinco dos seis possíveis candidatos republicanos incluídos no levantamento.

No entanto, o presidente aparece empatado com Mitt Romney, ex-governador de Massachusetts que lançou oficialmente sua campanha na última quinta-feira com a promessa de reativar a economia e gerar empregos.

 

Quando são incluídos todos os entrevistados (e não apenas os eleitores registrados), tanto Obama quanto Romney têm 47% da preferência. Quando considerados apenas eleitores registrados, o pré-candidato republicano aparece à frente de Obama, com 49% contra 46%, mas ainda dentro da margem de erro da pesquisa, de 3,5 pontos percentuais.

Outros candidatos

Entre os outros possíveis candidatos republicanos incluídos na pesquisa (Sarah Palin, Newt Gingrich, Tim Pawlenty, Michele Bachmann e Jon Huntsman), Romney aparece como favorito em quase todos os cenários. A ex-governadora do Alasca e ex-candidata à vice-presidência Sarah Palin, que ainda não confirmou oficialmente sua candidatura, aparece com altos níveis de rejeição na pesquisa.

Quase dois terços dos americanos consultados afirmam que não votariam em Palin de jeito nenhum, e 42% dos republicanos consultados dizem que não apoiariam sua candidatura.

 

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