Um olhar sobre o Taleban

Leia mais sobre a mílicia Taleban, que apóia Osama bin Laden, acusado dos ataques terroristas nos Estados Unidos no último dia 11 de setembro: Histórico: Depois de as tropas soviéticas ocuparem o Afeganistão em 1989 e da queda do governo pró-Moscou em 1989, os Estados Unidos deram apoio para que os rebeldes tomassem o poder. Quase que imediatamente eles se rebelaram entre si, causando a morte de cerca de 50 mil pessoas e destruindo bairros inteiros em Cabul. Em resposta ao derramamento de sangue, o rigoroso grupo fundamentalista islâmico Taleban ou Talib, composto por estudantes religiosos, emergiu em 1994. Eles tomaram Cabul, a capital, em 1996, e se declararam legítimos governantes do Afeganistão. Poder: O Taleban controla em torno de 95% do país. Facções de oposição, como a Aliança do Norte, lutam contra as forças do taleban no norte do país. Líder: O líder do Taleban é mulá Mohammed Omar, uma pessoa reclusa, que raramente aparece em público e gasta a maior parte do seu tempo em Kandahar, cidade onde o Taleban começou e um dos alvos dos bombardeios norte-americanos deste domingo, dia 7 de outubro. A vida com o Taleban: A milícia controla duramente o país de acordo com uma estrita interpretação do que considera o shariat ou lei islâmica. As execuções são públicas. As restrições às mulheres extensas. A elas não é permitido trabalhar e as garotas não podem frequentar a escola depois dos oito anos de idade. As mulheres devem andar cobertas da cabeça aos pés vestidas com a burca (vestimenta feminina que deixa apenas uma tela de pano para possilitar uma restrita visão do mundo exterior). Já os homens devem usar barbas bem cheias e maioria das formas leves de lazer, como cinema e música, é proibida, assim como é proibido tirar fotografia e ouvir rádio. Relações Internacionais: O Paquistão é o único país que ainda reconhece o Taleban como legítimo governo do Afeganistão e com quem mantém relações diplomáticas. Mas é também o Paquistão que ofereceu ajuda aos Estados Unidos contra o terrorismo depois dos atentados de 11 de setembro. As Organizações das Nações Unidas (ONU) ainda reconhece o governo de Burhanuddin Rabbani, agora no exílio. A Organização da Conferência Islâmica deixou a cadeira afegã desocupada.

Agencia Estado,

07 Outubro 2001 | 16h54

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