Um país minúsculo e uma sociedade fragmentada

Israel é um país minúsculo - menor do que Sergipe -, tem 7,2 milhões de habitantes e é socialmente fragmentado. Há divisões por religião (judeus e árabes), por origem (imigrantes e nativos), status social (ricos e pobres) e ideologia (esquerdistas e direitistas). Sem contar os embates internos entre judeus religiosos e laicos, além de judeus de vertente ashkenazi (de ascendência europeia) e sefardita (vindos de países árabes ou da Península Ibérica). Tudo isso transforma Israel numa colcha de retalhos, que se reflete na grande quantidade de partidos. Entre a maioria judaica, a maior divisão é entre laicos e religiosos. Os laicos defendem a separação total entre religião e Estado. Os religiosos acreditam que o país deve adotar leis bíblicas, como a proibição de alguns alimentos, como a carne de porco. Partidos que representam essa minoria defendem verbas para instituições religiosas e subsídios para família com muitos filhos. O maior deles é o Shas, que segue a liderança do rabino sefardita Ovadia Yossef.D.K.

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