Um sobrevôo pela história da ETA

HISTÓRIA - O nome "ETA" é a abreviatura de Euskadi Ta Askatasuna, ou Pátria Basca e Liberdade. O grupo foi formado em 1958 durante a ditadura fascista do General Francisco Franco. OBJETIVOS - O objetivo do grupo sempre foi a autodeterminação das populações bascas através da formação de um Estado independente em uma região que compreende o norte da Espanha e o sul da França. SÍMBOLOS - A ETA utiliza como símbolo uma cobra enrolada em um machado. PRIMEIRO ASSASSINATO - A primeira vítima fatal de um ataque assumido pela ETA foi o guarda civil Antonio Pardinas, morto em um comando policial em 1968. Inicialmente, a organização procurava atingir seus objetivos através da luta política, declarando-se um de esquerda. Mas, em uma década, a ETA passou a apelar à violência, utilizando carros-bomba e abrindo fogo contra alvos civis. IMPACTO ECONÔMICO - Em janeiro de 2005, o juiz espanhol Baltasar Garzon - um dos principais opositores do grupo basco - estimou que os ataques executados pela ETA desde 1970 causaram perdas de aproximadamente US$ 15,5 bilhões. MEMBROS - Nos períodos mais ativos do grupo, durante os anos 70 e início dos 80, estima-se que a ETA possuía cerca de mil militantes, em uma região com 2 milhões de habitantes. Nos anos 90, quando a França começou a cooperar no combate à ETA, as autoridades espanholas anunciaram que o grupo havia sido reduzido à um punhado de comandos com dois ou três membros cada. PRISIONEIROS - Há, atualmente, 860 membros da ETA detidos em prisões da Espanha e França. APOIO POLÍTICO - Paralelamente à campanha armada, a ETA tem o apoio de um partido político, o Batasuna. Antes de sua proibição, o Batasuna contava com o apoio de algo em torno de 12% do eleitorado basco.

Agencia Estado,

22 Março 2006 | 17h26

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