Um teste para a relação com Israel

Cenário: Jodi Rudoren / NYT

O Estado de S.Paulo

09 de agosto de 2012 | 07h40

Autoridades israelenses e especialistas na relação Israel-Egito acreditam que o ataque que matou no domingo 16 soldados egípcios é a maior evidência de que os dois países estão ameaçados pela anarquia reinante no Sinai. A questão é se o presidente egípcio, Mohamed Morsi, fará do Sinai uma prioridade e se Israel modificará o tratado de paz de 33 anos para permitir uma presença militar egípcia mais agressiva na região. O ataque, aparentemente, também salienta diferenças entre islamistas como Morsi, que apoiam o sistema internacional de Estados, e outros que tentam desafiá-lo.

O episódio deu uma chance de melhorar as relações difíceis entre Israel e Egito, mas também abalou os laços crescentes entre o governo de Morsi e da Faixa de Gaza, controlada pelo Hamas. Tenha ou não sido cúmplice no ataque, o território palestino sofreu as consequências. Israel fechou Kerem Shalom, seu único cruzamento comercial para Gaza. O Egito fechou Rafah, por onde passavam mercadorias e pessoas. O Hamas bloqueou os túneis por onde entra o contrabando do Egito. Isso levou os habitantes de Gaza a formarem longas filas para estocar gasolina e alimentos. / TRADUÇÃO DE CELSO PACIORNIK

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