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Uma chance para Trump (se) segurar

Democratas exigem satisfação diante da demissão de James Comey da chefia do FBI, após ele ter se recusado a ceder às investidas de Trump para interromper as investigações

Helio Gurovitz, O Estado de S.Paulo

21 Maio 2017 | 05h00

A nomeação de Robert Mueller para investigar a conexão entre a campanha de Donald Trump e o governo russo representa uma oportunidade para o presidente. Republicano, veterano da Guerra do Vietnã e comandante do FBI no governo Bush, nomeado logo antes do 11 de Setembro, Mueller tem personalidade avessa a holofotes e, aos 72 anos, não tem mais ambições políticas. Deverá trazer alguma sobriedade a investigações que têm se destacado mais pelo barulho que pela substância. Seu nome foi aplaudido por ambos os partidos. 

Os democratas exigem satisfação diante da demissão de James Comey da chefia do FBI, após ele ter se recusado a ceder às investidas de Trump para interromper as investigações. Os republicanos acreditam que, caso Mueller chegue à conclusão de que Trump é inocente, sua decisão será respeitada pelos adversários, pois ele era próximo de Comey e foi indicado ao governo por um democrata: Eric Holder, secretário da Justiça de Barack Obama. 

A única dúvida é se o próprio Trump, diante de um circo judiciário que promete se arrastar por meses, seguirá a recomendação do senador republicano Lindsey Graham: “Se fosse presidente, eu pararia de tuitar sobre essa investigação”.

Macron reduz tamanho de ministérios

Nem bem assumiu, o presidente da França, Emmanuel Macron, baixou um decreto reduzindo para dez o número máximo de conselheiros que um ministro pode nomear. Datava de 1948 a última lei sobre o assunto. Uma circular interna de 2012, que limitava o número a 15, só era respeitada por 5 dos 16 ministérios.

Surpresas na Guerra dos Seis Dias

Às vésperas do cinquentenário da Guerra dos Seis Dias, o governo israelense liberou o acesso às atas de reuniões de seu gabinete de segurança antes, durante e depois do conflito. Ninguém esperava conquistar Jerusalém nem tanto território - nem sabia direito o que fazer depois.

Alemanha contra o nazismo no Facebook

O governo alemão aprovou uma lei duríssima contra as redes sociais que disseminarem conteúdo nazista ou discurso de ódio, com multas de até € 50 milhões. O alvo são empresas americanas como Twitter, Google e Facebook.

Inglaterra contra a depressão no Instagram

Redes sociais viciam mais que cigarro ou álcool, concluiu um novo estudo britânico, da Royal Society for Public Health. Estão ligadas ao aumento de ansiedade, insônia, bullying e depressão, embora também ofereçam apoio e acesso a informações de saúde. Das cinco redes estudadas, o YouTube exerceu maior efeito positivo no grupo de 1.500 jovens. O Instagram, o mais negativo.

HOLOFOTES

“Os últimos dois caras que tiveram sucesso 

em alinhar o olhar de toda a mídia de um 

lado só foram 

Hitler e Stalin”

Roger Ailes, criador da Foxnews, morto na semana passada aos 77 anos 

Vivas do ‘New York Times’ ao ‘Washington Post’

O New York Times publicou reportagem elogiando o rival Washington Post. Não apenas pelos maiores furos da campanha e do governo Trump - o vídeo com comentários machistas, as mentiras do ex-conselheiro Michael Flynn e a tentativa de deter o FBI. Mas também pelo crescimento em publicidade e assinaturas digitais. “Furos - e jornalismo de qualidade - são parte do modelo do Post, quando o futuro do jornalismo parecia se dirigir ao mínimo denominador comum de melancias explosivas e bichinhos”, diz o Times.

Uma pichação de US$ 110 milhões

Ele começou como pichador em Nova York. Na semana passada, um quadro seu, uma cabeça negra rabiscada sobre fundo azul, foi leiloado por US$ 110,5 milhões pela Sotheby’s - um recorde entre pintores americanos. “Sou um homem de sorte”, tuitou o comprador, o empresário digital japonês Yusaku Maezawa. Morto de overdose em 1988, aos 27 anos, Jean-Michel Basquiat deixou para trás Andy Warhol, Jaspers Johns, Jackson Pollock e Jeff Koons. Que seria dele se pichasse muros na São Paulo de João Doria?

Monotonia na música pop

A música mais repetitiva das 15 mil no catálogo da Billboard é Around the World, do duo francês Daft Punk, revela uma análise publicada na revista online The Pudding, com base numa ideia do decano da ciência da computação Donald Knuth. A cantora mais repetitiva desde os anos 1960 é Rihanna, com ampla folga sobre o segundo pelotão, que reúne Beyoncé, Britney Spears, One Direction, Madonna, Michael Jackson, Mariah Carey e Justin Bieber. Os menos repetitivos são Frank Sinatra e Elvis Presley.

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