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Uma conferência em sério risco

Duas observações no caso da aprovação do envio de armas para os rebeldes da Síria. Primeira, só França e Grã-Bretanha, que estão na vanguarda da ação, fornecerão as armas. Segunda, as remessas só começarão em agosto.

Gilles Lapouge, O Estado de S.Paulo

29 Maio 2013 | 02h11

O longo espaço de tempo é explicável. Em junho, uma conferência patrocinada por EUA e Rússia, chamada Genebra II, reunirá representantes dos rebeldes e do regime de Bashar Assad. Essa conferência será a chave para desbloquear as armas em benefício dos rebeldes.  Com esta perspectiva, realizou-se em Paris uma reunião entre o secretário de Estado dos EUA, John Kerry, o chanceler russo, Sergei Lavrov, e o chanceler francês, Laurent Fabius. O problema é que a reunião dos ministros não teve nenhum resultado. Pior: o russo deixou claro seu descontentamento. Como a Rússia não deseja que armas cheguem aos rebeldes, Lavrov não vê por que participar da reunião de junho que oficializaria exatamente a suspensão do embargo de armas para a rebelião.  Ontem ninguém podia afirmar com certeza que a conferência de Genebra se realizará.

* GILLES LAPOUGE É CORRESPONDENTE EM PARIS.

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