Uma em cada 12 crianças morrerá antes dos 5 anos, diz ONU

Uma em cada 12 crianças do mundo morrerá antes de completar 5 anos de infecções como malária, diarréia, más condições pré-natais e sarampo, segundo um informe divulgado pelas Nações Unidas algumas semanas antes de uma conferência sobre a infância. O estudo indicou também que uma em cada 4 crianças vive na pobreza. A sessão da ONU, que ocorrerá entre 8 e 10 de maio e contará com representantes de 150 países e 70 líderes mundiais, pretende discutir as fórmulas para melhorar o bem-estar infantil nas diversas regiões do mundo. O informe foi publicado na quinta-feira pela ONU, e revela detalhes assustadores sobre algumas realidades do universo infantil. Cerca de 150 milhões de menores estão desnutridos, e mais de 120 milhões - em sua maioria, meninas - nunca irão à escola. Dos 2,1 bilhões de crianças existentes no mundo, quase uma em cada 4 vive na pobreza absoluta, ou seja, recebe menos de US$ 1 diário. Nos países em desenvolvimento, uma em cada 5 crianças entre 5 e 14 anos irá trabalhar, e a metade delas o fará em tempo integral. "Fica claro que, apesar do crescimento da economia global, as crianças não obtiveram a ajuda prometida", analisa o informe. "É preciso saber mais e com a maior urgência". No entanto, esclarece, houve um grande progresso desde a primeira Conferência Mundial sobre a Infância, realizada em 1990. Há mais crianças nas escolas do que antes, há 3 milhões de mortes a menos por ano e a poliomielite está quase erradicada. As cifras para este milênio não são, porém, muito alentadoras: de cada 100 crianças nascidas no ano 2000, 30 sofrerão de desnutrição nos primeiros cinco anos de suas vidas, 19 não terão acesso a água tratada, 40 viverão sem higiene adequada e 17 nunca irão à escola, conclui o relatório. A conferência da ONU prevista para maio também tratará de temas como o tráfico de crianças, abuso sexual e crianças soldados, disse a porta-voz do encontro, Patsy Robinson.

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