Antônio Cruz|Agência Brasil
Antônio Cruz|Agência Brasil

Uma epidemia global de reformas na Previdência

O envelhecimento tem levado a reformas da Previdência no mundo todo

Helio Gurovitz, O Estado de S. Paulo

11 Dezembro 2016 | 05h00

Em 2015, 8% dos habitantes da Terra tinham mais de 65 anos. Em 2050, serão 18%. O envelhecimento tem levado a reformas da Previdência no mundo todo. Estudo da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) analisou iniciativas em 34 países. A maioria envolve desestímulo à aposentadoria, aumento na idade mínima, reajustes menos generosos e maior contribuição. Apenas em três países o impacto das reformas é considerado robusto: Austrália, Bélgica e Portugal. Na Austrália, a contribuição cresceu para 9,5% do salário e chegará a 12% em 2025. Na Bélgica, a idade mínima subirá até 67 anos em 2030. Em Portugal, foi criado um fator que vincula a remuneração à expectativa de vida. A OCDE incluiu Brasil e emergentes numa comparação de 43 países. Verificou que, em relação à renda, as aposentadorias brasileiras concedidas como assistência social são as mais altas do mundo.

Americanos vivem menos

Pela primeira vez desde 1993, caiu a expectativa de vida nos Estados Unidos em 2015, diz o National Center of Health Statistics. Quem nasce agora vive em média 78,8, em vez de 78,9 anos. Motivo: mais doenças no coração, pulmão, derrames, Alzheimer e acidentes.

 

Asiáticos travam diante do computador

Cético em relação ao Pisa, a avaliação educacional da OCDE, o educador sino-americano Yong Zhao detectou uma anomalia este ano: queda sistemática na nota de países asiáticos como Vietnã, China, Taiwan, Coreia do Sul e até mesmo Cingapura, a campeã. A explicação provável nada tem a ver com ensino. Antes, a prova era feita em papel. Agora, diz Yong, os alunos estranharam os computadores.

 

Embaixador de Trump e amigo de Xi

Depois da gafe telefônica com a presidente de Taiwan, Tsai Ing-wen, Donald Trump indicou para a embaixada em Pequim um velho amigo do presidente chinês, Xi Jinping: o governador de Iowa, Terry Branstad. Os dois se conhecem desde 1985, quando Xi passou uma temporada nos EUA. Branstad visitou Xi várias vezes em Pequim, e Xi voltou a Iowa em 2012, meses antes de assumir a presidência.

 

Os 4.100 cargos de  confiança de Trump

A maior dificuldade de Trump para montar o governo nem é escolher ministros, mas preencher o número assombroso de cargos de confiança: 4.100, dos quais 1.242 exigem aprovação do Senado. São 235 apenas na presidência.

 

Vêm aí ‘Le Breitbart’ e ‘Das Breitbart’

O ideólogo da campanha de Trump, Steve Bannon, se prepara para lançar o Breitbart News na Alemanha e na França. Conhecido por abrigar racistas, neonazistas e xenófobos, o Breitbart aposta em influir nas eleições de 2017, apoiando as candidatas de extrema direita Marine Le Pen, na França, e Frauke Petry, na Alemanha.

 

A Cuba de Hemingway e George Plimpton

Convidado nos anos 1990 a resenhar para a Paris Review o livro Diários de Motocicleta, de Che Guevara, o veterano jornalista George Plimpton se negou. “Sinto muito. Não posso”, disse a James Linville. Foi a única vez que recusou uma tarefa. O motivo? Pouco depois da revolução, ele fora a Cuba entrevistar Ernest Hemingway. Levado a um local na periferia assistiu, de um ponto privilegiado, à chegada de um caminhão, de onde desceram dezenas de prisioneiros, depois sumariamente fuzilados.

 

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