Uma Europa mais à esquerda

Caso se confirme a vitória do ex-comunista Pier Luigi Bersani na Itália, a Europa dá mais um passo à esquerda. Das seis maiores economias da zona do euro, seriam cinco nas mãos de governos de esquerda, isolando aos poucos a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, que enfrenta eleições em outubro.

O Estado de S.Paulo

24 de fevereiro de 2013 | 02h06

No intervalo de dois anos, cinco países passaram a ser governados por partidos de esquerda na União Europeia: França, Holanda, Bélgica, Eslováquia e Lituânia. Além deles, Áustria e Chipre também entram nesse grupo na zona do euro. Com a Itália, quatro das seis maiores potências econômicas podem passar a ser dirigidas por chefes de Estado ou de governo progressistas. Ficam de fora a Alemanha de Merkel e a Espanha de Mariano Rajoy.

Para analistas políticos, depois de cinco anos de crise econômica e três de austeridade fiscal, os eleitores europeus parecem demonstrar uma fadiga dos governos de direita, a maioria até o momento. / A.N.

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