Landon Speers/The New York Times
Landon Speers/The New York Times

Uma relíquia de Auschwitz chega a Nova York

Shofar usado por vítimas do Holocausto será exibido no Museu da Herança Judaica da cidade

Redação, O Estado de S.Paulo

23 de setembro de 2019 | 06h30

NOVA YORK - Os relatos de inacreditáveis atos de fé judaica em campos de concentração nazista durante o Holocausto na Segunda Guerra atravessaram décadas. Segundo eles, os prisioneiros dos guardas nazistas arrumavam uma maneira de marcar a chegada do ano novo judaico com o shofar, uma espécie de trompete em forma de chifre tradicional na religião judaica. 

Essas histórias de persistência, apesar de famosas, careciam de comprovação histórica e museológica até que a especialista em Holocausto da Universidade de Bar Ylan, em Israel, doutora Judith Tydor Schartz descobriu uma participação familiar nesses relatos.

O pai dela, Chaskel Tydor, foi prisioneiro do complexo de Auschwitz-Birkenau, onde trabalhou como despachante. Nessa função, diz ela, ele tinha como auxiliar os outros prisioneiros judeus dos campos. 

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No Rosh Hashana de 1944, Tydor conseguiu levar alguns prisioneiros a uma distância segura dos guardas nazistas, onde eles conseguiram fazer orações e tocar o shofar.

Um deles, deu o artefato para o despachante após a cerimônia, com o intuito de preservá-lo dos nazistas. Um ano depois, quando o Exército Vermelho libertou Auschwitz, Tydor manteve a peça, que agora fará parte de uma exposição no Museu da herança Judaica de Nova York.

“Se existe alguma peça que simboliza da melhor maneira a alma judaica, essa peça é o shofar”, comentou Jack Kliger, diretor do museu e ele mesmo um sobrevivente do Holocausto. /NYT

 

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