Uma visita a um anfitrião muito ocupado

Na primeira visita de um chefe de Estado brasileiro a Israel, Luiz Inácio Lula da Silva chegou no momento errado. Quando embarcou para Israel, no sábado, o cenário estava tenso. Os EUA haviam considerado o anúncio israelense de expansão em Jerusalém Oriental como um insulto. Mesmo ciente desse quadro, Lula insistiu em seu recado de que a mediação não pode se restringir aos EUA. O bombardeio do governo israelense à posição indulgente do Brasil em relação ao Irã somou-se às advertências à Brasília feitas por EUA e Alemanha e arrematou uma visita que não foi coroada nem mesmo por um comunicado conjunto, como a imperador D. Pedro II, há 134 anos, que fizera uma viagem de caráter religioso à região.

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