Unasul adia escolha de seu próximo secretário-geral

Cargo está vago desde a morte do ex-presidente argentino Néstor Kirchner, no mês passado

Efe,

26 de novembro de 2010 | 17h35

Os países-membros da União de Nações Sul-Americanas (Unasul), reunidos nesta sexta-feira em cúpula na Guiana, decidiram adiar a eleição do secretário-geral do organismo, que deverá suceder o ex-presidente argentino Néstor Kirchner, morto em outubro.

"Só houve uma conversa a respeito", disse à Agência Efe Kwame McCoy, porta-voz do presidente da Guiana, Bharrat Jagdeo. "Não havia candidatos formais", acrescentou.

Arranjar um substituto para Kirchner foi um dos assuntos principais da reunião presidencial, mas nos últimos dias o governo do Equador já advertiu que a eleição não seria feita nesta ocasião.

Os únicos nomes que circularam até agora são o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, que deixará o cargo em 1º de janeiro, a ex-presidente chilena Michelle Bachelet e o ex-presidente uruguaio Tabaré Vázquez.

Os assessores de Lula já haviam dito que o cargo não interessa a ele, enquanto Bachelet assumiu em setembro o cargo máximo da entidade ONU Mulheres, estando assim descartada a princípio. Vázquez não se pronunciou sobre o assunto.

Segundo o Governo do Equador, que ostentava até esta sexta-feira a Presidência temporária da Unasul, se os 12 países-membros não encontram um ex-presidente para o cargo, em princípio cogitarão um ex-chanceler.

Em outro assunto discutido na cúpula, o presidente do Equador, Rafael Correa, apresentou nesta sexta-feira a seus colegas os planos para a construção da sede permanente da Secretaria-Geral da Unasul.

A obra, que será iniciada em janeiro e demorará 18 meses para ser concluída, será localizada no lado sul da localidade equatoriana de Mitad del Mundo, por onde passa a Linha do Equador.

O secretário-geral terá de se mudar ao Equador para o trabalho, explicaram à Efe fontes do Governo desse país.

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