Unasul apoia Argentina contra ação inglesa nas Malvinas

Os países-membros da União de Nações Sul-Americanas (Unasul) ratificam apoio à postura da Argentina contra a Grã-Bretanha realizar exercícios militares previstos para esta semana nas Ilhas Malvinas, cuja soberania é disputada com os argentinos. As forças militares britânicas disparam mísseis nas ilhas duas vezes por ano desde 1982 "para comprovar o estado das forças de defesa terrestre antiaérea desenvolvidas nas ilhas", segundo informa, oficialmente, o Comando das Forças Britânicas das Ilhas Malvinas e do Atlântico Sul.

MARINA GUIMARÃES, Agência Estado

13 de outubro de 2010 | 14h52

Por meio de um documento, a Unasul manifestou seu "enérgico protesto" e pediu que a Inglaterra desista de realizar tais manobras. "Estes exercícios se contrapõem totalmente à política da região de busca de uma solução da controvérsia somente pela via pacifica, conforme os apelos da comunidade internacional e o disposto pela Resolução 31/49 da Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU)", afirmaram os presidentes da Unasul, em referência à reivindicação argentina pela soberania sobre as ilhas.

O chanceler da Argentina, Héctor Timerman, agradeceu pelo respaldo dos vizinhos e afirmou que o governo de Cristina Kirchner não vai reagir às provocações britânicas. "Estamos muito preocupados por esta provocação que o Reino Unido faz, mas não vamos cair em nenhuma provocação e não vamos nos afastar do que determina a lei, a diplomacia e a paz", disse o ministro de Relações Exteriores.

Segundo Timerman, a Argentina nunca foi avisada sobre as manobras militares, embora a Grã-Bretanha tenha informado que elas são de rotina, realizadas a cada seis meses durante os últimos 28 anos. A mais recente foi em abril. Ontem, o governo argentino apresentou um protesto perante a ONU contra as manobras e a presença militar britânica de dois mil homens nas ilhas, povoadas por cerca de um número similar de civis.

"Estes exercícios incorporam um fato de gravidade incomum em uma região que a Argentina quer manter em paz, sem deixar de reclamar em nenhum momento nossos inalienáveis direitos sobre as Ilhas Malvinas", afirmou Timerman. No sábado, o governo argentino queixou-se à Grã-Bretanha, pedindo para que não realizasse os exercícios, e alertou sobre o risco de uma corrida armamentista na região.

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