José Jacome/Efe
José Jacome/Efe

Unasul aprova cláusula democrática

Protocolo estabelece sanções diplomáticas e comerciais a tentativa ou golpe de Estado na região

estadão.com.br,

26 de novembro de 2010 | 19h20

GEORGETOWN  - Os países da União de Nações Sul-Americanas (Unasul) aprovaram nesta sexta-feira, 26, um protocolo para responder de forma conjunta, ou inclusive prevenir, tentativas de golpes de Estado na região.  

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"Já assinamos", disse o presidente da Venezuela, Hugo Chávez em Georgetown, na Guiana, onde a reunião ocorre.

O protocolo estabelece sanções diplomáticas, políticas e comerciais a qualquer tentativa ou golpe de Estado nos países membros. "Quem tentar um golpe de Estado, ou chegar ao poder por meio de um governo de facto, saberá que terá de enfrentar o ostracismo total da região", disse o presidente do Equador, Rafael Correa.

Em setembro, Correa foi detido por policiais em um hospital durante uma rebelião de oficiais. Ele acusou a oposição de tentar derrubá-lo por meio de um golpe. Após o episódio, o equatoriano obteve respaldo da Unasul.

A reunião na capital guianesa começou com um minuto de silêncio em memória ao ex-presidente argentino Néstor Kirchner, o primeiro secretário-geral de Unasul, que morreu no dia 27 de outubro.

Na presença da viúva e atual presidente da Argentina Cristina Fernández Kirchner, o chefe do Estado do Equador, Rafael Correa, também pediu uma salva de palmas em homenagem ao político, que se prolongou por vários minutos no plenário do Centro de Convenções da Guiana.

Compareceram também à reunião o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e líderes de Suriname, Guiana, Colômbia e Paraguai. Bolívia, Chile, Peru e Uruguai foram representados pelos seus chanceleres.

Reuters e Efe

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