Efe
Efe

Unasul deve rejeitar uma intervenção militar na Síria sem aval da ONU

Para chanceler brasilero, uso de armas químicas 'é muito grave' mas ação não pode contrariar direito internacional

Fernando Gallo, enviado especial a Paramaribo,

30 de agosto de 2013 | 17h34

PARAMARIBO - A União de Nações Sul-Americanas (Unasul) deve rejeitar, durante a reunião de chefes de Estado que ocorre nesta sexta-feira, 30, uma eventual ação militar na Síria sem autorização do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU). A posição deverá ser expressada em um ponto da carta que foi discutida quinta-feira pelos ministros dos países da Unasul e que deverá ser ratificada pelos chefes de Estado nesta sexta.

Segundo o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Luiz Alberto Figueiredo, na versão atual da carta, que ainda está em discussão, a Unasul "se refere à gravidade da situação, ao fato de que armas químicas foram usadas, o que é muito grave, mas ao fato também de que não se pode pensar em uso da força para intervenção sem autorização explícita das Nações Unidas".

Figueiredo ressaltou que a posição é a mesma que o governo brasileiro adota em relação ao tema. "A posição do governo brasileiro é muito forte no sentido de que não se pode usar a força sem que isso responda aos requisitos da carta das Nações Unidas, ou seja, o uso da força para defesa própria ou autorizado por uma resolução do Conselho de Segurança das Nações Unidas. O que quer que seja feito fora desse marco é ilegal do ponto de vista do direito internacional e nós não concordaremos com isso."

Atuação. Indagado se seria um ministro de continuidade ou em relação à gestão Antonio Patriota, Figueiredo respondeu: "a política externa é a política externa do governo Dilma Rousseff. Isso não muda. (Mas) Há correções que eventualmente terão que ser feitas."

Questionado sobre quais seriam as correções, ele afirmou que "há várias coisas sob exame". "O caso da retirada do senador boliviano da embaixada brasileira e a sua condução sem garantias ao território brasileiro é um fato grave e que está sendo apurado. Procedimentos têm que ser aperfeiçoados para que situações como essa jamais aconteçam novamente."

O ministro também avaliou a reintegração do Paraguai à Unasul, que classificou como "muito natural". "Essa reintegração é vista com muita alegria por todos os chefes de Estado que estão aqui e ocorrerá naturalmente."

 
Tudo o que sabemos sobre:
SíriaUnasulintervenção militar

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.