Unasul discute crise mundial em Buenos Aires

Alertados pela crise financeira que não dá trégua aos Estados Unidos e à Europa, os países sul-americanos se reúnem nesta sexta-feira em Buenos Aires para tomarem medidas de proteção contra os ataques especulativos e melhorar a integração comercial e produtiva da região. Os ministros da Economia e dirigentes de bancos centrais dos 12 países da União de Nações Sul-americanas (Unasul) tentarão montar os pilares de uma arquitetura financeira que garanta a solvência dos países do bloco frente à instabilidade dos mercados internacionais.

AE, Agência Estado

12 de agosto de 2011 | 15h56

Os temores dos governos da região afloram novamente ante a crise financeira nos países mais desenvolvidos, que ameaça se converter em uma recessão que poderá atingir a América do Sul, que até agora passou ao largo da crise. O ministro da Economia da Argentina, Amado Boudou, assinalou que o bloco apostará num aprofundamento da integração financeira e produtiva como resposta à crise internacional.

"A crise nos força a redobrar o esforço e a reunião de hoje significa que vamos continuar a trabalhar juntos", disse Boudou antes do começo da reunião do bloco integrado por Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, Guiana, Paraguai, Peru, Suriname, Uruguai e Venezuela.

O presidente do Banco Central do Equador, Diego Borja, disse que a América do sul tem a obrigação de buscar uma saída real de uma crise provocada no norte, que esse não soube manejar porque "sucumbiu aos capitais especulativos".

O Equador defende a criação do Banco do Sul, que terá sua sede em Caracas, de um fundo comum de reservas internacionais e de um sistema de compensação regional em moedas locais.

A Argentina também é favorável à coordenação da administração das reservas em dólares que têm os países sul-americanos, para evitar ataques especulativos contra as moedas. Atualmente, os países da América Latina têm US$ 700 bilhões em reservas, dos quais mais de US$ 500 bilhões são dos países da Unasul, principalmente do Brasil.

As informações são da Associated Press.

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