AFP|Juan Mabromata - 02|08|2010
AFP|Juan Mabromata - 02|08|2010

Unasul e OEA condenam crime antes de eleição

Maduro reagiu às críticas da OEA e chamou diplomata uruguaio que comanda a entidade de “lixo”

O Estado de S.Paulo

26 de novembro de 2015 | 23h13

CARACAS - A União de Nações Sul-Americanas (Unasul), que manterá uma missão de observação eleitoral na Venezuela, e a Organização dos Estados Americanos (OEA) condenaram nesta quinta-feira a morte do político opositor Luís Díaz, secretário-geral do partido Ação Democrática (AD).

“A missão eleitoral da Unasul, instalada na Venezuela para as eleições do dia 6, ao tomar conhecimento da lamentável morte de Luís Manuel Díaz, expressa sua mais enérgica condenação a todo tipo de violência que possa afetar o desenvolvimento normal do processo eleitoral”, disse um comunicado da organização publicado no Twitter.

O secretário-geral da OEA, o ex-chanceler uruguaio Luis Almagro, afirmou que o episódio é uma “ferida mortífera à democracia”. O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, respondeu irritado às críticas, chamando o diplomata de “lixo”. “Não temos nem 12 horas de investigações e o lixo do senhor Almagro se coloca contra a Venezuela”, afirmou o líder chavista.

O ex-primeiro-ministro espanhol José Luís Rodríguez Zapatero, o ex-presidente panamenho Martín Torrijos, e o senador colombiano Horácio Serpa participarão de uma missão especial de acompanhamento das eleições parlamentares venezuelanas, no dia 6.

Os três foram convidados pelo Conselho Nacional Eleitoral (CNE), órgão que organiza as eleições na Venezuela. Uma missão da Unasul também deve monitorar a eleição, após semanas de negociações sobre como seria feito o processo de observação da votação venezuelana. / EFE

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