Unasul oferece auxílio técnico à Venezuela

O secretário-geral da União de Nações Sul-Americanas (Unasul), Ernesto Samper, disse que a Venezuela precisa de um diálogo para além das garantias políticas e para chegar ao pacto social, com ajustes econômicos, como forma de neutralizar a violência no país. Em visita ao Brasil, Samper contou ontem ao Estado que a Unasul ofereceu ao governo da Venezuela uma equipe de economistas de vários países para apoiar a implantação das mudanças, mas que ainda não obteve resposta do presidente Nicolás Maduro.

LISANDRA PARAGUASSU, BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

11 de novembro de 2014 | 02h00

"É uma proposta que está sobre a mesa e o governo da Venezuela, em qualquer momento que considere que pode ser útil, essas pessoas começarão a trabalhar", afirmou o ex-presidente da Colômbia, que assumiu a secretaria-geral da Unasul em setembro. A crise em que está mergulhada a Venezuela foi a principal razão das manifestações de fevereiro no país. A escassez de produtos e a inflação crescente obrigaram Maduro a prometer mudanças, mas até agora pouco foi feito.

O secretário-geral teve ontem uma audiência com a presidente Dilma Rousseff, a quem pediu apoio para intensificar a integração da América do Sul. Samper defende que são necessárias obras de infraestrutura. Entre elas, uma ferrovia entre o porto chileno de Antofagasta e Paranaguá (PR).

Samper acredita que é preciso colocar de pé o Banco de Desenvolvimento do Sul até 2015 para que essas obras possam ser financiadas. Até hoje, Dilma não mostrou entusiasmo pelo Banco do Sul, ideia do ex-presidente venezuelano Hugo Chávez. A prioridade brasileira continua sendo o Banco do Brics, cuja criação foi assinada na reunião de setembro, em Fortaleza, e ainda está em fase de estruturação.

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