Unasul quer ajudar a resolver crise na fronteira entre Venezuela e Colômbia

Unasul quer ajudar a resolver crise na fronteira entre Venezuela e Colômbia

Nicolás Maduro garante que passagem continuará fechada até que os autores do ataque aos militares sejam capturados e que grupos paramilitares sejam desmantelados

O Estado de S. Paulo

25 de agosto de 2015 | 10h41

QUITO - O secretário-geral da União de Nações Sul-Americanas (Unasul), o ex-presidente colombiano Ernesto Samper, afirmou na segunda-feira, que a organização regional está disposta a ajudar na solução da crise na fronteira entre Venezuela e Colômbia.

"Como disse aos presidentes: a Unasul está disposta a ajudar na inadiável solução da crise fronteiriça quando os governos da Colômbia e Venezuela considerarem conveniente", escreveu Samper em sua conta no Twitter.

Além disso, afirmou que "as deportações de colombianos pela Venezuela diminui a pressão para perseguir os paramilitares colombianos que estão passando pelas fronteiras".

O anúncio do secretário-geral de Unasul, organização que tem sede em Quito, veio após a solicitação feita pelo presidente venezuelano, Nicolás Maduro, de pedir para ativar a Unasul e convidar "de maneira imediata" Samper para ir à Caracas tratar do problema com a Colômbia.

"Que venha imediatamente, é um homem de grande capacidade (...) muito objetivo, com grande experiência, e que a presidência, por enquanto, também nos envie o que o presidente Tabaré (Vázquez) considerar e nos apoie", acrescentou Maduro em um encontro com a imprensa internacional no palácio presidencial de Miraflores em Caracas.

As chanceleres da Colômbia, María Ángela Holguín, e da Venezuela, Delcy Rodríguez, se reunirão na quarta-feira na cidade colombiana de Cartagena das Índias para tratar do problema das fronteiras.

Maduro ressaltou nesta terça-feira, 25, que a fronteira com a Colômbia continuará fechada até que se cumpram as condições mínimas, que incluem a captura dos autores do ataque a militares venezuelanos e o desmantelamento dos “grupos paramilitares” na zona.

No encontro com a imprensa, ele descartou a possibilidade de que “a curto prazo, as condições possam ser cumpridas”. “A fronteira permancerá fechada até que possamos restabelecer um mínimo de convivência, de respeito à legalidade e à vida, e à economia”, afirmou Maduro. /EFE

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