Miguel Gutiérrez/EFE
Miguel Gutiérrez/EFE

Unasul se reúne no Uruguai para analisar situação na Venezuela

Encontro extraordinário foi pedido por Maduro após EUA aprovarem novas sanções contra membros do governo do país sul-americano

Lisandra Paraguassu, O Estado de S. Paulo

07 de fevereiro de 2015 | 12h48

BRASÍLIA - Os ministros das Relações Exteriores de Brasil, Colômbia, Equador, Uruguai e Venezuela, além do secretário-geral da União das Nações Sul-americanas (Unasul), Ernésto Samper, reúnem-se na próxima segunda-feira, 9, em Montevidéu para analisar a situação da Venezuela. O encontro extraordinário foi pedido pelo presidente venezuelano, Nicolás Maduro, depois da aprovação pelo Congresso norte-americano de novas sanções contra membros do governo do país.

O encontro foi pedido por Maduro a Samper durante uma reunião esta semana em Caracas. O presidente venezuelano quer que a Unasul e a Comunidade dos Estados Latino-americanos (Celac) - que reúne todos os países da região, menos Estados Unidos e Canadá - sejam um "escudo" contra os "ataques norte-americanos".

O pedido da reunião foi feito a Samper a ao chanceler equatoriano Ricardo Patiño, já que o Equador, apesar de não estar mais na presidência do bloco, é um dos países da região mais simpático ao regime bolivariano. Patiño começou a organizar o encontro e anunciou neste sábado, 7, a reunião em sua conta no Twitter. 

"Chanceleres BRA (Brasil), COL (Colombia) y ECU (Ecuador) con o chanceler VEN (Venezuela) y el sec. geral (secretario geral) UNASUL nos reuniremos segunda 9 en Montevidéu para tratar situação da Venezuela", escreveu.

O grupo é o mesmo que, no início do ano passado, mediou as negociações entre o governo de Maduro e a oposição venezuelana.

Na reunião com Samper, na última quinta-feira, 5, Maduro afirmou que entregou a Celac e a Unasul "dados, informações e alguns elementos "muito confidenciais e muito preocupantes" de pronunciamentos de porta-vozes do governo norte-americano, incluindo o vice-presidente do país, Joe Biden.

Maduro acusa os Estados Unidos de tentar desestabilizar a Venezuela e, no encontro com Samper, pediu ajuda para que o presidente Barack Obama, pare com "ameaças e agressões", mas também para abrir um canal de diálogo com o governo norte-americano.

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