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Unasul suspende reunião de chanceleres que discutiria a crise na Venezuela

De acordo com a secretaria-geral da organização, alguns países da região solicitaram o adiamento do encontro, remarcado para esta quinta-feira, em Quito, no Equador, para 'preservar unidade regional'

O Estado de S. Paulo

22 Junho 2016 | 08h56

QUITO - A Secretaria-Geral da União de Nações Sul-Americanas (Unasul) anunciou na noite de terça-feira, 21, a suspensão de uma reunião de chanceleres para tratar a crise na Venezuela, prevista para a quinta-feira em Quito, já que alguns países da região solicitaram seu adiamento.

A secretaria da Unasul, no entanto, manteve o convite para que uma missão de ex-premiê e ex-presidentes (José Luis Zapatero, da Espanha; Leonel Fernández, da República Dominicana; e Martín Torrijos, do Panamá) compareça a sua sede em Quito para analisar novas ações que permitam impulsionar o diálogo político na Venezuela.

O secretário-geral da Unasul, o ex-presidente colombiano Ernesto Samper, afirmou em comunicado que a presidência temporária do organismo, atualmente com o governo de Caracas, aceitou a suspensão da reunião. No texto, Samper assegurou que, "em prol de preservar a unidade regional, pediu à presidência temporária da Unasul a suspensão de dita reunião, solicitação que foi aceita".

Isso "após realizar consultas com diferentes países e atendendo à solicitação de alguns deles para que se adie a reunião de chanceleres convocada para conhecer as gestões da comissão de ex-presidentes que promovem o diálogo na Venezuela", acrescentou Samper, sem dar mais detalhes.

Além disso, ressaltou que, "dado o interesse e a atualidade dos esforços que vem realizando a comissão em nome de Unasul para explorar e definir os caminhos conducentes a um diálogo entre o governo e a oposição" na Venezuela, "mantém o convite aos ex-mandatários" para comparecer na quinta-feira a Quito.

No entanto, ainda na noite de terça, o vice-chanceler do Paraguai, Oscar Cabello Sarubbi, pediu o adiamento da reunião desta quinta-feira sobre a Venezuela em Quito, porque para essa data já estava prevista uma sessão sobre o mesmo tema na Organização dos Estados Americanos (OEA).

"Precisamos da colaboração de todos. Não podemos privilegiar o acionamento de uns (organismos regionais) e desacreditar o de outros por coincidências ou dissidências ideológicas", afirmou o vice-chanceler paraguaio na OEA em alusão à preferência da Venezuela de que seja a Unasul que aborde sua situação política e social.

No sábado, a Secretaria-Geral da Unasul tinha anunciado a reunião de seu conselho de chanceleres em Quito, na quinta-feira, para "avaliar" a situação em torno do diálogo e "a fim de encontrar as melhores soluções para que os venezuelanos resolvam suas diferenças".

A oposição na Venezuela tenta convocar um referendo para revogar o mandato presidente Nicolás Maduro ainda este ano. / EFE

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