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Unesco condena destruição de artefatos no Iraque pelo EI

Chefe da agência cultural da ONU disse estar "profundamente chocada" com as imagens e pede uma reunião de emergência ao Conselho de Segurança

O Estado de S. Paulo

26 de fevereiro de 2015 | 18h33

NOVA YORK - A chefe da agência cultural da ONU, a Unesco, Irina Bokova, disse estar "profundamente chocada" com as imagens que mostram militantes do grupo terrorista Estado Islâmico destruindo artefatos da civilização assíria e afirmou ter pedido ao Conselho de Segurança da ONU uma reunião de emergência para proteger a herança cultural do Iraque. Bokova afirmou ainda que a destruição das peças viola uma resolução do Conselho de Proteção dos Bens Culturais de zonas de conflito na Síria e no Iraque.

O vídeo de cinco minutos mostra um grupo de homens barbados no interior do museu de Mosul usando martelos e brocas para destruir várias estátuas grandes, mostradas a seguir aos pedaços. Pouco depois, as imagens mostram um homem vestido de preto nas proximidades de um sítio arqueológico, dentro de Mosul, destruindo uma deidade assíria representada por um touro com asas, datada do século 7 a.C.

O vídeo foi postado em contas de redes sociais de grupos afiliados ao Estado Islâmico. Embora não seja possível verificar a autenticidade das imagens, elas parecem ser autênticas, tendo em vista o conhecimento a respeito das instalações do museu.  Mosul é a segunda maior cidade do Iraque. A província de Nínive, que fica nas proximidades, caiu nas mãos dos militantes durante uma ação em junho. 

O porta-voz da ONU, Stephane Dujarric, também condenou o ato. Ele qualificou a destruição das peças do museu de Mosul como "condenáveis" e afirmou que os terroristas "roubaram o passado da população". / ASSOCIATED PRESS

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