EFE / YOUSSEF BADAWI
EFE / YOUSSEF BADAWI

Unesco considera destruição de templo de Baal, na Síria, um crime de guerra

Diretora da instituição, Irina Bokova, diz que destruição promovida pelo grupo não apagará 'grande cultura da memória mundial' e pede unidade à comunidade internacional contra 'limpeza cultural' do EI

O Estado de S. Paulo

24 de agosto de 2015 | 16h16

PARIS - A Unesco condenou nesta segunda-feira, 24, a destruição pelo grupo jihadista Estado Islâmico (EI) do templo de Baal, nas ruínas da cidade síria de Palmira, e afirmou que os responsáveis devem responder à justiça por esse "crime de guerra".

A devastação do templo foi conhecida uma semana depois de o EI executar o antigo responsável pela direção geral de Antiguidades e Museus de Palmira, Khaled Asaad, por considerá-lo o "diretor dos ídolos" dessa cidade.

"A destruição sistemática de símbolos que encarnam a diversidade cultural da Síria revela a verdadeira intenção desses ataques, que privam a população síria de seu conhecimento, sua identidade e sua história", indicou em comunicado a diretora geral da Unesco, Irina Bokova.

Palmira é considerada pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) uma relíquia única do século I d.C. e uma peça professoral da arquitetura e do urbanismo romano, pelas colunas de sua famosa rua principal e do templo de Baal.

O EI, segundo Bokova, "mata pessoas e destrói enclaves, mas não poderá amordaçar a história nem conseguirá apagar esse grande cultura da memória mundial".

"Apesar dos obstáculos do fanatismo, prevalecerá a criatividade humana. Os edifícios e enclaves serão reabilitados e alguns deles reconstruídos", concluiu a representante da Unesco, que fez um pedido à comunidade internacional para que demonstre unidade "diante da continuidade dessa limpeza cultural". / EFE

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