Unesco denuncia risco a patrimônio cultural

A Unesco apelou ontem ao governo sírio, a rebeldes e a organizações internacionais para que o patrimônio cultural da Síria seja preservado e alertou que monumentos históricos têm sido alvo de ataques e saques. Na Síria, seis locais são classificados como patrimônio cultural da Humanidade: Bosra, Palmira, Crac de Chevalier, a cidade antiga de Alepo, a região central de Damasco e o vilarejo de Saladino.

JAMIL CHADE , CORRESPONDENTE / GENEBRA, O Estado de S.Paulo

07 de abril de 2012 | 03h02

Encruzilhada de diferentes culturas, a Síria conta com obras fundamentais da história da civilização árabe, assim como alguns dos últimos resquícios das Cruzadas. Para a Unesco, esses locais têm valor histórico do mesmo porte que a Mesopotâmia. Palmira, antiga colônia romana, e Apamea já estariam sendo alvo de saques e até de escavações clandestinas. Em Hama, onde o governo tem seu principal museu, peças têm sido roubadas.

A Unesco pediu nesta semana que a Interpol e a Organização Mundial de Aduanas reforcem o controle sobre o comércio internacional de obras de arte e peças arqueológicas vindas da Síria. A entidade também entrou em contato com as polícias da França e da Itália, dois tradicionais destinos de peças arqueológicas e de arte.

Segundo a Unesco, grupos criminosos internacionais têm se aproveitado da Primavera Árabe para saquear locais históricos e revender obras. Isso já ocorreu no Museu do Cairo, no início de 2011, na Tunísia e na Líbia.

Para a oposição síria, o problema não vem apenas dos grupos criminosos que tentam se aproveitar do caos. Os rebeldes têm denunciado o fato de que ataques do governo estão atingindo áreas medievais, além do próprio sítio arqueológico de Apamea.

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