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Unesco vai analisar escavação perto de templo em Jerusalém

A Unesco vai mandar uma equipe de especialistas para analisar a escavação arqueológica perto do templo de Jerusalém, que vem provocando protestos entre os muçulmanos, afirmou a entidade cultural das Nações Unidas neste sábado. Segundo Israel, o objetivo da escavação é encontrar relíquias antes que comece a construção da uma nova passarela levando ao complexo sagrado conhecido pelos muçulmanos no al-Haram al-Sharif e pelos judeus como O Monte do Templo. Os palestinos protestaram contra as escavações, que começaram no início de fevereiro, e os muçulmanos temem que o complexo formado pela mesquita de al-Aqsa e o Domo da Rocha possam ter as estruturas abaladas. A Cidade Antiga de Jerusalém é considerada Patrimônio Mundial pela Unesco e está na lista do patrimônio mundial em risco. A organização da ONU diz que seus especialistas realizarão uma avaliação técnica do trabalho de escavação, mas não foram informados mais detalhes. Israel nega que haja qualquer risco ao local, situado na área de dois templos judaicos bíblicos destruídos. "Após diversas consultas a todas as partes envolvidas, o diretor-geral (da Unesco) solicitou que a missão seja enviada o mais rápido possível, provavelmente na semana que vem", afirmou a organização num comunicado. "Acredito que essa missão é a resposta mais adequada à atual situação, e também pode ajudar a aliviar as tensões e restaurar um clima de confiança, favorável ao diálogo que todos nós desejamos", disse o diretor-geral da agência, Koichiro Matsuura. A porta-voz do governo de Israel, Miri Eisin, afirmou que a inspeção da Unesco é bem-vinda. "Todos que quiserem vir, estão convidados a fazê-lo", afirmou. "Se a Unesco quer verificar, tudo bem. Não vemos nenhum problema." Segundo autoridades israelenses, a escavação, a cerca de 50 metros do local, em frente ao Muro das Lamentações, área sagrada do judaísmo, deve demorar entre seis e oito meses. "Não sabemos qual será a estrutura arquitetônica da passarela", disse Eisin. "Vai depender da escavação arqueológica." O premier israelense, Ehud Olmert, disse durante visita a Ankara no início do mês que convidou autoridades turcas para visitar a escavação.

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