União Africana pede fim de ataques ao Sudão do Sul

A União Africana (UA) pediu a Cartum que cesse seus bombardeios contra o Sudão do Sul em um comunicado divulgado no fim da noite da terça-feira, propondo um cronograma para que os países vizinhos voltem à mesa de negociação.

ADIS-ABEBA, O Estado de S.Paulo

26 de abril de 2012 | 03h01

Ontem, nenhum ataque aéreo - como os que ocorreram nos dois dias anteriores - foi registrado no território sul-sudanês. O presidente do Sudão do Sul, Salva Kiir, adiantou para hoje o retorno de uma visita que fazia à China.

De acordo com o plano da UA, em duas semanas os países devem retomar as negociações interrompidas após o Sudão do Sul tomar, no dia 10, a região petrolífera de Heglig. A mal estabelecida fronteira, que corta regiões ricas em petróleo, é o principal tema de discussão entre os vizinhos.

A UA afirmou que ambos os governos devem retirar suas tropas das regiões disputadas e parar de dar declarações que estimulem o confronto. Segundo o plano, os países devem concluir suas negociações em três meses.

O governo chinês, um dos principais investidores no setor petrolífero dos dois países, afirmou ontem que enviará um representante à região para estimular a retomada das negociações. "Esta é a segunda vez este ano que ele vai para o Sudão e o Sudão do Sul para promover o diálogo", disse o porta-voz da chancelaria chinesa, Liu Weimin.

Ao visitar Heglig na segunda-feira, o presidente sudanês, Omar Bashir, afirmou que não negociaria com o vizinho. No dia seguinte, quando novos bombardeios de Cartum ocorreram, o presidente sul-sudanês disse interpretar essas ações como uma "declaração de guerra". / AP, REUTERS e EFE

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